Grito da Terra denuncia situação no campo
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terça-feira, 21 de maio de 2002
Sandra Sato Agência Estado 
Brasília - Os trabalhadores rurais iniciam hoje o Grito da Terra Brasil de 2002 para reivindicar créditos, educação e saúde no campo e protestar contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), patrocinadora do evento, promete levar quatro mil manifestantes para a Esplanada dos Ministérios.
Simultaneamente, em alguns Estados, também ocorrerão manifestações. A Contag entregou ao presidente Fernando Henrique Cardoso uma pauta de reivindicações no fim de abril, mas se queixa de que ainda não recebeu resposta. A situação no campo é séria e desesperadora, define o vice-presidente da entidade, Alberto Broch.
Broch denuncia que, nas negociações de 2001, o governo prometeu liberar R$ 2 bilhões a título de investimento, mas apenas 5% chegaram ao campo. Os trabalhadores também protestarão contra o credenciamento de famílias para o programa de reforma agrária pelos Correios, em substituição às listas indicadas pelos movimentos. Os assentamentos pararam depois dessa mudança, diz.


