Gripe: unidades de saúde lotadas e vacinação em baixa
As complicações da gripe poderiam ser evitadas com a vacina que está sobrando nos postos de saúde
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de junho de 2025
As complicações da gripe poderiam ser evitadas com a vacina que está sobrando nos postos de saúde
Folha de Londrina 
Com a chegada do frio, os casos de doenças respiratórias aumentam muito e isso não é uma novidade. Por esse motivo, campanhas de vacinação contra a gripe são lançadas geralmente em março e abril, meses que antecedem a época mais crítica para a circulação do vírus que causa essas enfermidades.
Mais uma vez, este ano de 2025, constata-se a triste realidade das emergências e leitos hospitalares lotados por pacientes que não precisariam estar ali se tivessem recebido a dose da vacina contra a gripe que está disponível gratuitamente nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Em todo o Brasil, e em Londrina não é diferente, a adesão à campanha de vacinação é muito baixa.
A situação ligou um alerta na Secretaria de Saúde de Londrina, que apresentou na segunda-feira (2) um plano de contingenciamento e de enfrentamento à influenza A e ao vírus sincicial respiratório. Dentre as ações, a pasta vai destinar unidades para o atendimento espontâneo de pacientes com sintomas respiratórios, a contratação de mil consultas pediátricas e a oferta de teleconsultas em algumas UBSs.
Segundo a titular da pasta, Vivian Feijó, o aumento no número de atendimentos envolvendo doenças respiratórias foi de 50% no PAI (Pronto Atendimento Infantil) e de mais de 20% na Unidade de Pronto Atendimento do Sabará e no Pronto Atendimento do Jardim Leonor.
Na contramão do crescente número de casos, a vacinação contra a gripe segue abaixo do esperado. A média geral na cidade está em 40%, sendo que apenas 22% das crianças e 21% das gestantes receberam a dose contra a influenza A.
Uma das medidas do plano de contingenciamento foi a contratação de mil consultas pediátricas junto ao Ambulatório do Hospital Evangélico. Pode ser efetivada ainda a contratação de leitos de enfermaria e de tratamento intensivo.
É incompreensível que unidades de pronto atendimento e hospitais fiquem lotados de pacientes com complicações da gripe, situação que poderia ser evitada com a vacina. E o imunizante está sobrando nos postos de saúde. Sem falar no gasto de recursos públicos com internações e tratamentos evitáveis.
É preciso que o Ministério da Saúde, governos estaduais e os municípios intensifiquem as campanhas de conscientização sobre a importância da imunização e desenvolvam um trabalho urgente de combate à desinformação nas redes sociais. Vacinar é um ato de cuidado com os entes queridos e de respeito à coletividade.
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