Gripe A é um alerta sobre as deficiências
A erupção da gripe A alertou as autoridades governamentais de todo o mundo e as instituições de saúde públicas e privadas ápara as deficiências nos atendimentos dessa natureza, na capacidade do sistema hospitalar para situações de calamidade e na distribuição, para todos, dos medicamentos pertinentes, incluindo as populações pobres. A advertência vale para este caso como para outras emergências do gênero.
O caso da gripe que ora deixa sob tensão toda a população mundial ainda não é uma calamidade mas um indicativo de converter-se em pandemia, o que quer dizer o contágio ao mesmo tempo da maior parte dos povos da Terra. No caso do Brasil, o setor de saúde pública é deficiente em sua estrutura administrativa, porque depende de governos. A saúde pública está abandonada, embora o País seja vanguardista na boa medicina, com excelentes profissionais e instituições de pesquisas.
A medicina em todo o mundo evoluiu, mas ocorreu também o advento de males que eram desconhecidos até meados do século passado, como a Aids e o ebola (um vírus mortífero que pode destruir todo o corpo humano em poucos dias) e variações de gripes antes não imaginadas. Assim é com o vírus H1N1 da gripe A, tanto que para ele ainda não existe uma vacina, e a que está sendo aguardada ainda passará por testes, inicialmente na Austrália. Sua eficácia, portanto, é ainda uma incógnita. E pode ocorrer de esse medicamento preventivo, mesmo que seguro, não ser suficiente para todos e assim as nações mais pobres serem atendidas por último. A Organização Mundial da Saúde está recomendando o antiviral Tamiflu como profilaxia, mas só mediante orientação médica. É sempre oportuno repetir a recomendação para que as pessoas e a área médica fiquem atentas a sintomas como dificuldade respiratória, dor no peito, status mental alterado, febre alta por mais de três dias, sangue no cuspe, baixa pressão sanguínea e cor azulada no corpo.
Os fatos demonstram que não existe uma vacinação universal que sirva para todas as gripes. O Brasil, ao menos, tem tecnologia de ponta para produção de vacinas, a partir de matrizes qualificadas e mesmo oriundas de pesquisa própria. Só o que funciona péssimamente é a saúde que depende do gerenciamento governamental, embora a qualificação e a boa vontade da maioria dos profissionais que atuam no setor. Fica o alerta, a vacina, obviamente, é preventiva. Logo, os já contaminados necessitam de outro tipo de tratamento médico, de remédios e eventualmente de internação.





