Gripe A e mortes
A gripe A continua fazendo vítimas no Paraná. Último balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde aponta que a doença contabiliza oito vítimas fatais, neste ano, de várias regiões do Estado. É um número alto, principalmente por se tratar de mortes e se for considerada a campanha de vacinação encerrada recentemente, realizada em todo o País, mas cuja meta de imunização não foi atingida.
Significa que parte da população incluída nos chamados grupos prioritários (idosos, gestantes, mulheres em período de puerpério e crianças de 6 meses a 2 anos de idade, índios, profissionais de saúde e doentes crônicos) não compareceu às unidades básicas de saúde para receber uma dose. No Brasil e no Paraná o índice de imunização foi de 80% do público-alvo. Ainda que a maioria das vítimas fatais não tenha sido incluída na campanha, a imunização maciça contribui para que a circulação do vírus seja reduzida o que, em tese, beneficiaria a todos.
É importante que a população seja conscientizada da importância da vacinação e que recebam a dose.
Desenvolver campanhas que enfoquem a sua importância e seus benefícios, que derrubem mitos espalhados erroneamente são fundamentais para a redução do número de casos. Se a vacinação não atingiu a meta estipulada inicialmente, não é exagero afirmar que a comunicação falhou. Não foi suficientemente assertiva para levar as pessoas a procurar uma dose de vacina.
Agora, o período é de alerta e de preocupação. A chegada do inverno favorece o aumento de casos, o que inspira cuidados. Por isso, o diagnóstico precoce de todos os tipos de gripe é fundamental. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. Se a eficácia da vacina está comprovada, é importante que a população seja conscientizada.





