Greve já está causando preocupação
Agora a greve dos servidores municipais, em Londrina, já começa a prejudicar os atendimentos de saúde, e isto reclama a atenção das autoridades. O presidente do sindicato da categoria precisa ser chamado à responsabilidade, porque houve a promessa de que setores essenciais não seriam prejudicados, mas não é o que passou a acontecer. Pessoas que sofrem de doenças crônicas não puderam receber seus remédios, e se houver mortes por isto os líderes terão de ser punidos. O presidente do sindicato no estilo do presidente Lula declara nada saber sobre essa ausência de atendimento, mas é óbvio que ele sabe. A Promotoria de Justiça, que existe para a defesa da sociedade, precisa chamar às falas os comandantes dessa greve, porque já basta a violência representada pelos bandidos à solta. A cidade não deseja ainda mais consequências funestas. Se doentes com problemas de coração, de pressão alta principalmente idosos retornam sem os medicamentos que buscam nos centros de saúde porque os encontram fechados, é hora de colocar os pelotões de choque em ação. Porque, quando líderes grevistas fecham com cadeado um posto de saúde, estão atentando contra a vida de terceiros, e conscientes desse risco. De sua vez, o prefeito Nedson Micheleti precisa abandonar o velho discurso de que os grevistas querem é prejudicá-lo politicamente e que estão contra ele e ''a favor do Belinati'', conforme disse textualmente. Se o prefeito ainda recorre a esse expediente, então não está fixado no fato mais relevante que é a gravidade da greve. O momento reclama seriedade e uma exposição pública da realidade financeira da Prefeitura, para que a sociedade se inteire dos números. Porque a argumentação é que os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal já estão no topo e que falta dinheiro para aumento salarial, embora alguns segmentos tenham sido privilegiados. Não será preciso fazer uma consulta à população para saber que é contrária à greve. Porque os prejuízos afetam todos os habitantes de Londrina, direta ou indiretamente. Então, essa greve não está punindo apenas o prefeito mas toda a comunidade. Um problema de dificuldade de dinheiro não se resolverá sem reformulações estruturais a redução de gastos em muitos setores ou a diminuição do quadro do pessoal porque a concessão ou não do aumento não irá mudar a situação. A prefeitura de uma cidade do porte de Londrina tem, indiscutivelmente, um ônus pesado, mas como greve de servidores não é coisa nova pois já aconteceram duas só na administração de Micheleti será preciso fazer uma reavaliação dos gastos públicos e saber onde estão as causas. Quem sabe reduzindo-se gastos que podem ser evitados se equilibre as contas, possibilitando remunerar bem os trabalhadores e conviver em harmonia com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não se fará isto, certamente, pelo aumento de impostos mas pelo aperfeiçoamento do sistema arrecadador e pelo enxugamento da máquina pública. As lideranças sindicais e os grevistas, de sua vez, que atentem para a responsabilidade do ato que cometem. E que as autoridades fiquem vigilantes, porque o emprego da força em igual intensidade se faz necessária quando como é o caso postos de saúde são lacrados a cadeado e doentes pobres podem morrer por falta de atendimento.





