Greve e imposto, na garganta do leitor
A seção de cartas de um jornal é o canal mais direto de interatividade com o leitor. A Página do Leitor, em lugar nobre nas edições diárias da Folha, traduz com precisão o que está tirando o sono do cidadão. Nos últimos dias, só um assunto tem conseguido rivalizar com a arrastada greve nas universidades estaduais, que já consumiu linhas e linhas dos espaços do jornal nos últimos meses: o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em Londrina. À medida em que os carnês chegam às residências e imóveis comerciais do município, cresce o volume de cartas à Redação assinadas por leitores contrariados alguns, irados com a cobrança. Mais que desabafar, quem escreve quer atitude das autoridades. Cobra explicações do secretário de Fazenda. Critica a voracidade arrecadadora do município. Grita contra o congelamento da renda. Denuncia o desrespeito às promessas eleitorais. Alerta os outros cidadãos para o que vê como injustiça. Esses leitores, representantes de tantos outros que não tiveram a atitude de se manifestar, têm na edição de hoje no mesmo espaço uma explicação do secretário Paulo Bernardo, da Fazenda, para as mudanças no IPTU em Londrina. É quase sempre assim: as queixas encontram eco, provocam o debate, suscitam discussões e promovem o exercício da cidadania.





