Mais de 200 representantes de 98 entidades, sindicatos, paróquias, associações e movimentos populares londrinenses confirmaram apoio ao movimento grevista da Universidade Estadual de Londrina (UEL), durante reunião realizada na noite de ontem. Entre os convidados, estavam o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) e o prefeito Nedson Micheleti (PT).
O encontro foi promovido pelo Sindicato dos Bancários de Londrina e contou com apoio de diversos grupos que se autodenominaram ‘‘a verdadeira sociedade civil organizada’’. ‘‘Esta reunião será o divisor de águas da greve. Vocês são os verdadeiros representantes de Londrina’’, elogiou o presidente do Sindicato dos Servidores da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, lembrando que um manifesto assinado pelos presentes seria usado em novas negociações.
O presidente da CUT-PR, Roberto Antonio von der Osten, ratificou o apoio da Central ao movimento e comentou a reportagem publicada ontem na Folha, sobre a mais longa paralisação já registrada no País. ‘‘Infelizmente estamos vencendo o campeonato de resistência dos trabalhadores contra o sucateamento do ensino público’’, lamentou Osten. Já o prefeito criticou a inflexibilidade de Lerner diante de 117 dias de greve. ‘‘Acompanhei as diversas negociações da comissão enviada a Curitiba, que ofereceu diversas concessões. A posição do governador foi uma só: nada e zero, zero e nada’’, comentou Micheleti.
Durante o encontro, os universitários convocaram todos a participarem de uma passeata prevista para segunda-feira, às 10 horas, no calçadão. O tema do protesto é uma aviso ao governador: ‘‘Negocie Jᒒ.

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