Greve da UEL tem apoio de 98 entidades
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2002
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
Mais de 200 representantes de 98 entidades, sindicatos, paróquias, associações e movimentos populares londrinenses confirmaram apoio ao movimento grevista da Universidade Estadual de Londrina (UEL), durante reunião realizada na noite de ontem. Entre os convidados, estavam o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) e o prefeito Nedson Micheleti (PT).
O encontro foi promovido pelo Sindicato dos Bancários de Londrina e contou com apoio de diversos grupos que se autodenominaram a verdadeira sociedade civil organizada. Esta reunião será o divisor de águas da greve. Vocês são os verdadeiros representantes de Londrina, elogiou o presidente do Sindicato dos Servidores da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, lembrando que um manifesto assinado pelos presentes seria usado em novas negociações.
O presidente da CUT-PR, Roberto Antonio von der Osten, ratificou o apoio da Central ao movimento e comentou a reportagem publicada ontem na Folha, sobre a mais longa paralisação já registrada no País. Infelizmente estamos vencendo o campeonato de resistência dos trabalhadores contra o sucateamento do ensino público, lamentou Osten. Já o prefeito criticou a inflexibilidade de Lerner diante de 117 dias de greve. Acompanhei as diversas negociações da comissão enviada a Curitiba, que ofereceu diversas concessões. A posição do governador foi uma só: nada e zero, zero e nada, comentou Micheleti.
Durante o encontro, os universitários convocaram todos a participarem de uma passeata prevista para segunda-feira, às 10 horas, no calçadão. O tema do protesto é uma aviso ao governador: Negocie Já.


