Greca pode provocar novo racha no PFL
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de junho de 2002
Rodrigo Sais<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Mesmo sendo derrotado na tentativa de emplacar sua candidatura ao governo estadual na convenção do PFL, o deputado federal Rafael Greca mostrou que ainda tem força junto à base do partido. Batendo de frente com a cúpula pefelista, que preferiu apoiar Beto Richa (PSDB) ao governo, Greca conseguiu o apoio de 30% dos 291 convencionais do partido no encontro realizado sábado, em Curitiba.
A executiva estadual do PFL estuda atentamente agora os próximos passos de Greca, que pode lançar sua candidatura a senador ou tentar uma reeleição para a Câmara dos Deputados. Caso decida tentar uma vaga ao Senado, Greca pode mais uma vez rachar o partido a vice-governadora Emília Belinati reivindica para si o direito de ser indicada ao Senado, juntamente com o ex-prefeito de Apucarana Voldimir Mirão Maistrovicz.
A vice-governadora pretende entrar hoje com um pedido de explicações junto à executiva do partido. De acordo com Emília, seu nome teria sido aclamado pelos convencionais logo após a aprovação da aliança com o PSDB, mas a indicação não consta na ata final da convenção.
Já Greca irá decidir seu rumo nessas eleições ao longo da semana. Ontem o deputado, que saiu desgastado do encontro de sábado, ainda estava sofrendo de uma ressaca pós-convenção e não quis comentar suas intenções. A executiva do PFL tem até o dia 30 para resolver quem será o eventual candidato do partido ao Senado e enviar a informação à Justiça Eleitoral.
A executiva do partido também deve indicar o nome dos candidatos às eleições legislativas que comporão a chapa proporcional junto com o PSDB e eventuais partidos que integrem a coligação. A perspectiva é que não mais do que dez filiados lançem seu nome para deputado federal, e cerca de 15 disputem a Assembléia Legislativa. Com menos candidatos, o PFL pode se beneficiar da votação dos outros membros da chapa, elegendo mais parlamentares com um desgaste menor.


