O panorama eleitoral de 2014 começa a reluzir após o período de filiações partidárias. A criação e inserção de novos partidos políticos no cenário nacional fez com que o troca-troca partidário ganhasse robustez. Houve centenas de políticos que migraram de partido. Assim, o panorama político passa a ter novas matizes em 2014.
A criação do PEN, PROS e Solidariedade trouxe outro painel na política nacional. O partido Rede Sustentabilidade não conseguiu registro definitivo para participar da eleição de 2014. Imaginaram que poderiam represar completamente o rio da história, foram surpreendidos pela água que jorrou das frestas do dique, até derrubá-lo. Esse fato fez com que a expoente da Rede – Marina Silva – acabasse por se filiar ao PSB, buscando neste partido seu abrigo eleitoral, temporário, com vistas a participar das eleições de 2014.
O PSB governa seis Estados, mais de 400 cidades, centenas de vereadores, dezenas de deputados estaduais, forte bancada na Câmara e no Senado. Houve expressiva modificação do quadro eleitoral dos presidenciáveis. Haverá mudanças significativas nas coligações partidárias nos Estados. Um novo quadro político se desenha a partir desse marco do prazo de filiação partidária – um ano antes do pleito.
O presidenciável do PSB – Eduardo Campos – atual governador de Pernambuco, traz com a filiação de Marina Silva um novo eixo em 2014. A hegemonia PT x PSDB perderá força nessa corrida eleitoral. Deveremos ter candidatos a presidente por outros partidos: PV, PDT, PPS, DEM, PSC, PSOL, PRTB e partidos nanicos deverão lançar candidatos próprios. Abre-se o debate programático do futuro. Uma nova agenda será discutida com vários presidenciáveis, diferentemente das quatro últimas eleições nacionais.
Os temas centrais deverão fixar-se em: estabilidade econômica, redução das desigualdades sociais, desenvolvimento sustentável, meio ambiente, PIB, reforma política, fiscal, trabalhista, dívida externa e interna, Mercosul, comunidade europeia, diplomacia externa, matriz energética, inflação, educação, saúde, habitação, segurança e outros quesitos de média e pouca aderência eleitoral. Como sempre, outras variáveis virão com escândalos e dossiês de um lado e de outro, visando manchar a biografia de presidenciáveis.
Contudo, certa história ganhará repercussão nas redes sociais e muito mais voracidade na corrida presidencial. O caso em espécie se passa pela cor dos olhos verdes esmeralda de Chico Buarque, que teria certa semelhança com a genética de Eduardo Henrique Accioly Campos, presidenciável do PSB. A Chico é atribuído a paternidade de Eduardo Campos, já desmentida pelos envolvidos. Acontece que após o golpe militar de 1964, Chico Buarque se refugiou em Pernambuco nas fazendas de Miguel Arraes, avô de Eduardo e pai de Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), sendo que nesses abrigos antes do exílio, o cantor e compositor carioca teria tido um "affaire" com Ana Arraes, do qual teria advindo, em suposição, Eduardo Campos. Portanto, nesse caminhar rumo ao Planalto Central, Eduardo Campos não poderá descolar os olhos e a retina da canção "Cálice": "(...) Pai, afasta de mim este cálice. De vinho tinto de sangue (...)".

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