Grandes projetos que não deslancharam
Fome Zero e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), programas bastante propagandeados pelo ufanismo governamental, não chegaram a deslanchar. Agora vive-se o lançamento do projeto Minha Casa Minha Vida que visa a construção de um milhão de moradias populares até 2010, mas é ainda expectativa. O Brasil cresceu em muitos pontos e isso se deveu ao empreendedorismo privado que está sempre superando dificuldades naturais e ainda a pesada carga tributária, o crédito caro, a burocracia, leis inadequadas e outras políticas públicas pouco favorecedoras do desenvolvimento.
Apesar de tudo isso, impera no momento um otimisno nos setores envolvidos pela construção civil por conta daquele projeto da casa própria e da definição das 12 cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo, o que se traduz por grande volume de obras públicas e privadas nos próximos cinco anos.
Tais empreendimentos consomem material, acionam as indústrias pertinentes, movem capitais, geram empregos e bem-estar social e aumentam a arrecadação - e não por arrocho, mas pela dinamização dos negócios. E com mais dinheiro também o Governo pode realizar mais obras e serviços, e assim produz-se uma virtuosa reação em cadeia, robustecendo o crescimento econômico e a melhoria do índice de desenvolvimento humano. Quando o Governo elimina ou baixa impostos, mesmo que temporariamente como faz agora com o Imposto sobre Produtos Industrializados, o movimento dos negócios ganha impulso. Assim mesmo o sistema arrecadador custa a aprender que pode recolher mais pela aceleração da produção e das vendas e não pela criação de mais tributos ou pela elevação das alíquotas. O projeto habitacional, as obras previstas para a infraestrutura da Copa e os ambiciosos projetos da Petrobras e da Eletrobras preveem movimentar 300 bilhões de reais até 2014.
O montante da moeda circulante é sempre o mesmo, com algumas oscilações, e é só quando essa moeda intensifica o seu fluxo que a nação prospera. Fala-se que só as obras de apoio para a Copa do Mundo serão superiores a R$ 60 bilhões. O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada informa que para cada R$ 1 milhão de investimento na construção civil cria-se 33 empregos diretos e 25 indiretos.
Imagina-se de antemão que empreendimentos novos e as melhorias relacionadas à Copa se realizarão dentro do cronograma, pela natural pressão de um evento dessa natureza. Quanto ao milhão de casas populares, é um plano em andamento e não se sabe se será cumprido em três anos.





