Grandes cidades incham com a migração
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de janeiro de 2003
Equipe da Folha 
Curitiba Uma das principais mudanças no Paraná entre 1991 e 2000 foi o crescimento populacional. O Estado conseguiu reduzir o saldo migratório negativo observado nos anos 70 e 80. Entre 1980 e 1991, por exemplo, a taxa de crescimento foi de apenas 0,93% ano ano, a menor do Brasil, que teve média de 1,93% de incremento populacional. Entre 1991 e 2000, a taxa nacional de crescimento foi de 1,64%, e a do Paraná, 1,40% anuais.
A principal causa disso foi a reversão do fluxo migratório. Na década de 80, o Paraná se caracterizava como região expulsora. Nos anos 90 houve movimento contrário, fazendo com que as saídas se reduzissem em 29,1% e as entradas aumentassem 10,5%.
Mas esse fenômeno criou um desequilíbrio no Estado, já que nos últimos anos o crescimento se concentrou na Capital e nos outros centros urbanos, como Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel e Foz do Iguaçu. ''Houve um forte incentivo à industrialização na Região Metropolitana de Curitiba e um contínuo processo de esvaziamento dos municípios menores'', observou o chefe do departamento de população e indicadores sociais do IBGE, Luiz Antônio Pinto de Oliveira. No Brasil, segundo o IBGE, a população residente no interior cresceu 1,66%, e a das capitais brasileiras, apenas 1,60% entre 1991 e 2000.


