Curitiba - Com mais de uma hora de atraso, o governo do Estado começou ontem, por volta das 18h15 uma nova reunião para tentar convencer os funcionários do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) a abandonarem o movimento grevista, iniciado na segunda-feira. A reunião estava marcada para as 17 horas.
Depois do encontro com o governo, a categoria teria uma assembléia para avaliar a proposta feita. Até o fechamento dessa edição, no entanto, as reuniões ainda não tinham acabado.
No encontro de quarta-feira, o governo apresentou uma proposta que contemplava pouco mais de um terço da reivindicação salarial dos médicos-legistas, peritos, químicos e toxicologistas que compõem a Polícia Científica do Estado. Eles pedem equiparação salarial com os delegados da Polícia Civil e comandantes da Polícia Militar, ou seja, um salário inicial de aproximadamente R$ 6 mil. O governo, no entanto, oferece um salário de aproximadamente R$ 2,5 mil.
Ao receber essa proposta, os líderes do movimento avaliaram que o governo estava mal informado sobre a qualificação dos profissionais que compõem a categoria. ''Todos os nossos colegas têm mestrado ou especialização e, portanto, merecem a equiparação salarial para que não haja uma quebra na hierarquia'', defede o médico-legisla Paulino Pastre.
No IML de Campina Grande do Sul, que está recebendo os corpos vindos de todos os municípios da Região Metropolitana de Curitiba, no fim da tarde de ontem famílias ainda aguardavam a liberação de corpos de parentes que haviam morrido na manhã de quinta-feira.

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