Governo sem crise aumenta cargos e salários
Em tempo de crise, quando o Governo deveria frear gastos, o que acontece é exatamente o contrário. Atendendo a medida provisória do Executivo, o Congresso Nacional acaba de aprovar a criação de mais cargos e o aumento para os servidores da União, o que representará um gigantesco custo adicional. São 93,3 mil os beneficiados com elevação salarial e reestruturação de carreiras, abrangendo ativos, inativos e pensionistas. A medida contou com o apoio de todos os partidos, e outra MP também está propondo aumento a mais servidores.
As duas MPs são parte de um pacote de benefícios que o presidente Lula resolveu conceder ao funcionalismo. Já no primeiro semestre ele havia beneficiado, por meio também de medida provisória, mais 1,4 milhão de servidores federais civis e militares. O Governo é uma empresa que não corre riscos, porque tem grande receita, por isso não lhe custa contratar mais e aumentar gastos.
As novas contratações é que são um ponto de abuso do Governo, entre tantos, porque (ao menos no setor burocrático) a máquina está inchada. Um capítulo à parte é das empresas estatais que vêm aumentando os quadros funcionais desde 2003, quando o Governo Lula instalou-se. Embora o Governo declare que teve de contratar mais porque houve dispensa de pessoal terceirizado, essa explicação não convence plenamente, porque a expansão do funcionalismo foi geral. Conforme se leu no noticiário, uma empresa como a Manaus Energia só para citar um exemplo aumentou seu quadro de pessoal em 140%, e isto depois de um prejuízo de R$ 600 milhões. Instituições financeiras oficiais também aumentaram o número de empregados, nestes seis anos do atual Governo. Um enorme volume de contratações (38,7%) ocorreu na Petrobras. E sua administração não deve ser das melhores, porque seu índice de eficiência caiu, segundo a afirmação de analistas. Destaque-se o substancial aumento aos empregados e a generosa bonificação que foi dada a eles.
Se há funcionários que merecem ajuste salarial, como os da sáude, da educação e da segurança, assim como outros serviçais relevantes e os aposentados, certo é que a prodigalidade é grande no vasto salão de festas do Governo federal melhor dizer-se dos governos em geral. Porque nessa esfera não há crise, não há falência e nem risco de perda de emprego, porque no primeiro aperto o bolso do contribuinte socorre, não espontaneamente mas pela ditadura tributária.





