Brasília - Em seis meses os supermercados não poderão mais vender álcool líquido, apenas em forma de gel. O ministro da Saúde, José Serra, anunciou ontem que somente as farmácias estarão autorizadas a vender o álcool líquido. Mas as embalagens serão apenas de 50 ml. O produto em gel custa pelo menos três vezes mais do que o tradicional. Em compensação, garante o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonçalo Vecina Neto, ‘‘o álcool gel tem três vezes o poder do líquido’’.
A restrição foi adotada por causa do grande número de queimaduras provocadas por álcool. Segundo Serra, 15% dos acidentes que resultam em queimaduras são causados por álcool líquido. A cada ano, 45 mil crianças por ano se queimam com esse produto.

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