Governo Lula: sete anos de cidadania
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Sidnei Santos Silva 
O atual governo federal está completando quase sete anos e, neste período, conseguiu mostrar que é possível governar com credibilidade e austeridade, e ainda fazer da política um instrumento de inclusão social e econômica. Isso graças ao investimento, muitas vezes não tão visível, nos cidadãos e cidadãs com programas e ações que buscam corrigir distorções de mais de 500 anos de existência de nosso país. Assim, como exemplo, os programas de transferência de renda têm oportunizado a milhões de famílias o acesso ao básico necessário. Foi o que mostrou estudo realizado em 2007, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que registrou queda recorde, no ano anterior, do número de pessoas vivendo na pobreza.
Segundo a FGV, a taxa de miséria, no Brasil, caiu 8,47%, ao ano, no primeiro Governo Lula (de 2002 a 2006) contra uma média de 3,14% nos dois governos anteriores que compreendem o período de 1993 a 2002. O estudo apontou que, em 2006, havia no país 36.153.687 pessoas classificadas como miseráveis, 5,87 milhões a menos que em 2005, quando foram registradas 42.033.587, com renda per capita abaixo de R$ 125 mensais.
E os índices continuam a ser reduzidos com ações que não apenas as de transferência de renda. Na área de Educação, os avanços são muitos. Somente o Prouni e o Fies possibilitaram a mais de 400 mil jovens oriundos de classes menos favorecidas o acesso ao nível superior de ensino. Sem contar com a ampliação do número de universidades públicas, inclusive tecnológicas, e centros tecnológicos implantados em todas as regiões brasileiras, o ensino a distância e o investimento nos ensinos fundamental e médio, por meio do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Sem contar com as demais políticas sociais e o investimento nas áreas de saúde, assistência social, direitos humanos, entre outras.
Em todos os segmentos é possível demonstrar os resultados positivos do Governo Lula. Um exemplo é o número recorde na geração de empregos formais, ainda que pese a existência da crise econômica mundial. O Brasil tem conseguido sentir muito pouco os efeitos desta crise, coisa que não ocorria em tempos não muito distantes. Aliando-se os programas sociais; o investimento no mercado interno; a promoção de uma política externa de mercado correta; o investimento na formação educacional e na qualificação profissional de cidadãos e cidadãs; a geração de emprego e renda; e o respeito aos direitos promovendo igualdade social, nosso país ampliou sua atuação como referência para a América Latina e para o mundo.
Em toda a engrenagem para os avanços do governo federal, um programa é fundamental: o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que, atualmente, conta com 1.800 obras - concluídas, em execução, ou previstas - de infraestrutura distribuídas por todo o território nacional. Obras na área logística, energética, social e urbana que vão desde saneamento básico, pavimentação asfáltica, urbanização de favelas e áreas de risco, até grandes e importantes obras voltadas também ao escoamento de produção e integração que potencializam economias regionais e que vêm ao encontro dos interesses de desenvolvimento da Nação como, por exemplo, a duplicação, em execução, da BR-101 que cobre quase toda a faixa litorânea brasileira; a inauguração recente da Usina Hidrelétrica de São Salvador, no estado de Tocantins; a construção da Ponte Internacional ligando a cidade acreana de Assis Brasil até a cidade peruana de Inaparaí e o lançamento da ferrovia Norte-Sul.
Mesmo assim parece que ainda existem pessoas que acham que a eficiência de um governo se mede pelo número de obras faraônicas e de ''elefantes brancos''. Outras que apenas reproduzem o discurso da oposição. Há ainda as que estão na oposição e, preocupadas que estão com a eleição presidencial em 2010, tentam diminuir ou anular os avanços, agora que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), possível pré-candidata à Presidência da República, tem crescido nas pesquisas. Mas há também a maioria do povo brasileiro que aponta, nas pesquisas, a aprovação do presidente Lula e das ações de governo e há também os índices apresentados por institutos e órgãos idôneos que apresentam um país muito melhor nos últimos oito anos.
SIDNEI SANTOS SILVA é administrador de Empresas e presidente do Partido dos Trabalhadores de Londrina


