Governo exige ação contra Paraguai
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quinta-feira, 03 de outubro de 2002
Agência Estado 
Brasília - O ministro interino da Agricultura, Márcio Fortes de Almeida, pedirá hoje ao diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), Eduardo Correa Melo, uma ação mais efetiva contra o governo do Paraguai para que seja autorizada a coleta de material de bovinos suspeitos de estarem contaminados pela febre aftosa no município de Corpus Christi, na província de Canindeyú. O governo brasileiro não aceita a recusa paraguaia em permitir que veterinários coletem o material que seria examinado no laboratório da instituição no Rio de Janeiro.
A coleta de material foi solicitada diante da falta de transparência nas informações prestadas pelo governo daquele país ao governo do Mato Grosso do Sul. A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério enviou ontem um documento ao Panaftosa, solicitando ''um papel mais ativo'' diante das características do episódio e do risco que o retorno da aftosa na região representa para os demais países da América Latina.
O secretário Luiz Carlos de Oliveira também enviou ofício ao Comitê de Sanidade dos Países da Bacia do Prata (formado pela Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil) para examinar a situação. ''O Brasil não pode mais correr riscos pelo não cumprimento das medidas determinadas pelo Código de Defesa Internacional pelo Paraguai'', disse o secretário.
O ministro interino Márcio Fortes reafirmou que a fronteira entre o Brasil e Paraguai permanecerá fechada até que existam informações conclusivas sobre a situação no Paraguai com relação à doença. Ontem, o Ministério da Agricultura repassou R$ 450 mil ao Ministério da Defesa para que o Exército e a Aeronáutica possam atuar nos municípios que fazem fronteira no Mato Grosso do Sul com a área de risco no Paraguai.


