Pequim O prefeito de Pequim, Liu Qi, declarou ontem que os 2.200 cibercafés existentes na capital vão ser fechados depois do incêndio ocorrido durante a madrugada em um deles, no qual morreram 24 pessoas e pelo menos 13 ficaram feridas, a maioria estudantes.
O prefeito da capital chinesa disse que depois do fechamento em massa será feita uma inspeção dos locais para comprovar se dispõem de medidas de prevenção de incêndios e que o fechamento pode prolongar-se por até três meses, tempo que durará a tarefa dos inspetores.
Liu disse que inclusive os locais que funcionam com a autorização municipal -só 200 dos 2.200- terão que voltar a solicitar permissão para abrir suas portas e que só a obterão se as condições de segurança do recinto forem apropriadas.
O cibercafé Lanjisu, no distrito de Haidian, fica numa zona próxima às mais importantes universidades de Pequim e na qual vivem muitos estudantes. A casa de dois andares, abrigava uma sala com 95 computadores que funcionavam 24 horas por dia, atraindo muitos estudantes com baixos preços e tarifas noturnas especiais.
Suas janelas estavam protegidas por barras metálicas e a única porta de entrada estava fechada à chave para ocultar sua atividade, já que o local carecia de permissão municipal.
O proprietário do edifício foi identificado, mas não há informações se foi detido ou não. O cibercafé operava há um mês sem licença. Liu Qi observou que os proprietários de estabelecimentos que operam ilegalmente e sem medidas de segurança serão ‘‘severamente castigados’’.
O fogo no estabelecimento começou às 2h40 da madrugada hora local (3h40 de Brasília), numa área na qual existe um grande número de estabelecimentos deste tipo, já que ali se encontram os principais campi universitários da capital e numerosos centros de pesquisa informática.
Segundo a agência estatal Xinhua, os serviços de bombeiros foram imediatamente ao local, conseguiram tirar com vida 17 pessoas e controlaram o incêndio em 50 minutos.
Um vizinho declarou que ele e várias outras pessoas tentaram romper uma das grades das janelas para ajudar os jovens do edifício a sair, mas só conseguiram tirar corpos já sem vida.
Os cibercafés são um fenômeno muito popular na China, onde se calcula que o número de internautas - cerca de 160 milhões atualmente- superará em quatro anos o dos Estados Unidos.
Na China, uma das atividades mais em moda entre os jovens é passar as noites dos finais de semana em locais com Internet, em chats com amigos ou vendo filmes que ‘‘baixam’’ da rede.

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