Governo argentino cede à pressão do Congresso
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sábado, 04 de maio de 2002
Agência Folha 
Buenos Aires O governo argentino foi obrigado a ceder em alguns pontos para conseguir do Congresso a promessa de que a votação dos projetos exigidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) não seja adiada de novo nesta semana. O novo ministro do Interior, Jorge Matzkin, disse que já há um programa acordado para alterar a Lei de Subversão Econômica e aprovar a Lei de Falências. Mas nem todas as exigências do FMI serão atendidas, como já havia avisado o ministro da Economia, Roberto Lavagna.
O governo aceitou exigências dos parlamentares para que a Lei de Subversão Econômica não seja simplesmente derrubada, mas flexibilizada. O Congresso exige que a lei permita a investigação de banqueiros acusados de vazar recursos do curralzinho. A Lei de Falências também será alterada. Os parlamentares querem a inclusão no projeto de uma cláusula de proteção às empresas nacionais contra a falência.
O governo concordou ainda em enviar ao Congresso na forma de decreto o novo plano Bonex, que prevê a devolução de bônus para os correntistas que possuem depósitos a prazos fixos nos bancos. Ao optar por um decreto, e não por um projeto, o presidente Eduardo Duhalde assume todo o desgaste da aprovação.
Mesmo sem cumprir todas as exigências do Fundo, Duhalde disse no programa de rádio Conversando com o Presidente que a Argentina espera chegar a um acordo com o FMI e não ficar isolada do mercado internacional. Não podemos ser a mosca branca do mundo.
Amanhã vence o prazo para que o país se defenda em um tribunal de Nova York em decorrência da primeira ação judicial movida contra a Argentina desde a decretação da moratória em dezembro do ano passado. O fundo de investimentos DCA Grantor Trust, da Flórida, solicita o pagamento de US$ 1,265 bilhão em títulos públicos.


