O professor de Administração de Empresas, consultor e exímio palestrante, Pedro Mandelle, dando uma aula sobre conceito motivacional na Fundação Dom Cabral, chamou de ''anestesistas'' aquele indivíduo que tira o ânimo dos outros. Quando tudo vai bem, esse chato aparece e faz algo para cortar a alegria dos outros. Quando não atrapalha com alguma ação, profere palavras de desânimo. É um gerador de
desestímulo.
A economia brasileira vinha bem. A redução do IPI, estimulou vendas de eletrodomésticos e veículos. Nunca, em tão pouco tempo, comprou-se tantos fogões, fornos de micro-ondas, geladeiras, etc. Carros idem. De repente veio a cisma: muito consumo é sinônimo de demanda agregada de bens duráveis que, na teoria econômica, provoca a inflação. Inflação em ano eleitoral, nem pensar.
Então o governo resolve cortar a demanda, o consumo. De que forma? Retira-se a redução do IPI. No país que cobra o imposto mais alto do mundo e tem juros tão perversos, corta-se o incentivo da redução do IPI. Como se não bastasse - afinal a demanda é represada e o povo continuou comprando itens da sua necessidade básica - então adotou-se outra medida anestésica. Aumentou as taxas básicas de juros, que afeta dos juros de mercado e, portanto, os juros do crediário. Mais juros e menos prazo, que é para desestimular as compras.
Aquela historinha da espiral de sucesso não vale nada. Sabe aquele círculo virtuoso do consumo e distribuição de riqueza? Também não adianta nada. Menos impostos sobra mais dinheiro para o comércio. Comércio vendendo é gente trabalhando, é gasto na certa, é dinheiro girando. Operário com dinheiro no bolso enche carrinho nos supermercados, que vende mais e precisa mais atendente na balcão. E faz acontecer o mesmo na indústria: mais produção, mais contratação... e assim o dinheiro circula. Povo feliz.
Nada disso. Importa é não ter inflação. Para não perder a eleição. Que rima mais suicida.

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