Governador é a 'rebeldia' contra a globalização
Agência Estado
De Marselha
Símbolo da rebeldia à globalização no Brasil , segundo a Associação para a Taxação das Transações Financeiras e Ajuda ao Cidadão (Attac), o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), foi recebido com muitos aplausos por um público militante de quase 2 mil pessoas reunidas em La Ciotat, cidade industrial nas imediações de Marselha, na França durante o congresso anual da entidade.
Essa organização, presidida pelo jornalista Bernard Cassen, do jornal Le Monde Diplomatique, foi fundada em 1998, mas conta com mais de 12 mil membros espalhados por diversos países. O objetivo da associação é desenvolver um combate ferrenho contra o ultra-liberalismo.
Itamar passou a representar para esse grupo um aliado
importante no Brasil, não apenas por ter decretado a moratória no Estado, mas também por ter assumido destaque na denúncia da posição oficial do governo brasileiro, segundo a Attac, submetida ao FMI.
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Em seu pronunciamento Itamar denunciou a multiplicação dos paraísos fiscais e
bancários, identificando os defensores com as mesmas forças que pressionam no sentido da chamada liberalização do comércio internacional. Itamar disse que o Brasil continua sob tutela do FMI e que, em troco de um empréstimo stand by, passou a exigir a adoção de uma política que gerasse superávits primários, corte de gastos e aumento da carga tributária. Ele acredita que a opção do governo de Minas tenha contrariado interesses da globalização financeira.





