São Paulo - Parece até filme de espionagem. Pessoas invadem sites de bancos ou de órgãos do governo para conseguir senhas ou outros dados dos usuários do computador. Mas isso acontece na vida real e vem se proliferando em todo o mundo. Erroneamente chamados de hackers (pessoas que possuem o conhecimento para invadir sites, mas não o fazem), os crackers se dedicam a invadir homepages para roubar dados ou apenas pichar os sites e são os autores dos golpes pela Internet.
Para se ter uma idéia do crescimento dos delitos, a Empresa Brasileira de Segurança de Sites NIC BR Security Office realizou uma pesquisa sobre invasões de sites. No Brasil, de janeiro a junho já foram confirmados 20.220 casos, contra 25.092 em todo o ano de 2002. Ainda com base nessas estatísticas, houve um aumento de mais de 100% no número de invasões, se compararmos 2001 (com 12.301 ataques) com o ano passado.
Poucos levantamentos, porém, foram feitos sobre crimes cometidos pela Internet. Entretanto, no início do ano, o FBI (a polícia federal norte-americana) concluiu uma pesquisa dos crimes pela Internet.
A progressão do número de delitos na rede em todo o mundo se mostrou da seguinte maneira: em 2000 foram cometidos 16.838 crimes, em 2001 esse número subiu para 49.957 e no ano passado alcançou a marca de 75.063.
No Brasil, a história de invasões ou delitos cometidos por crackers tupiniquins na Internet é algo muito recente. Especialistas acreditam que os primeiros ataques de crackers brasileiros surgiram em meados de 1994 e 1995 e que, por esse motivo, ainda não existem dados precisos dos golpes cometidos no País.
Isso acontece, na maioria das vezes, por omissão da vítima. Grande parte dos usuários de computador acredita que a culpa foi dela ou da empresa que prestou o serviço pela rede. Só agora começaram a ser feitas pesquisas sobre o assunto.

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