O momento é de pé no chão. O jogo contra a Inglaterra foi o mais difícil até agora: o Brasil fez a melhor partida da Copa, ganhou bonito por 2 a 1 - apesar da descrença de muitos - e está a caminho da final. Mas não pode nem pensar em fazer o jogo da afirmação, de mostrar para os turcos que a Seleção é superior e, se ganhou por 2 a 1 na estréia das duas equipes na Copa, não foi só pela ajuda do juiz que marcou o pênalti inexistente no atacante Luizão.
O que vale é o resultado do jogo, mesmo que o juiz dê uma mãozinha de novo. Se for 1 a 0, o Brasil decide a Copa. Claro que a vitória por 3 a 0 é melhor ainda, motiva mais o time para a final e estabelece definitivamente que o futebol brasileiro merece o respeito de todas as outras seleções, independente de ter iniciado a Copa desacreditado e com pouca gente apontando-o como um dos favoritos.
No campo a história é diferente, e numa semifinal de Copa mais ainda. Por isso, Felipão precisa exigir mais seriedade do que nunca. Chutão para frente, parar a jogada do ataque adversário, xingar o bandeirinha e o juiz, marcar a saída de bola dos turcos e comemorar até gol de canela. Vencer a Turquia, que seja nos pênaltis se for necessário tanto sofrimento.
Depois vem a decisão da Copa e essa é uma conversa só para domingo.
Ricardo da Guia Rosa

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