Inteligência e criatividade não faltam ao cantor e compositor baiano, Gilberto Gil, que tem tudo para se destacar positivamente no exercício da nova função, o de ministro da Cultura.
O ministério não pode ser considerado estratégico na ideologia política de um grupo político que chega ao Planalto. No entanto, toda a repercussão que a indicação de Gil para o referido cargo gerou tem fácil explicação: trata-se de uma posição de notável visibilidade nos meios intelectual e artístico.
A grande questão será saber se Gilberto Gil conseguirá trabalhar em prol daqueles que realmente têm talento. Acredito que aí está o maior desafio do bom baiano como ministro: fazer com que artistas e produtores culturais desconhecidos sejam beneficiados antes do reconhecimento popular, desde que mostrem ser possuidores de talento.
FERNANDO SALLES, São Paulo
A Folha agradece e retribui os votos de Boas Festas

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