É estarrecedora a divulgação de irregularidades encontradas em contrato de fornecimento de alimentação para a Maternidade Municipal e para o Centro de Apoio Psicossocial. Conforme auditoria da Controladoria-Geral do Município são 14 erros que geraram pelo menos R$ 109 mil de prejuízos aos cofres públicos. Importante acrescentar que os problemas foram apontados em agosto do ano passado pelo Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL), que solicitou providências à Secretaria Municipal de Gestão Pública. Foram confirmados seis meses depois.
O contrato foi firmado em 2011 pela administração anterior, do prefeito cassado Homero Barbosa Neto. No entanto, foi renovado por duas vezes. Além disso, somente ontem o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) determinou a realização de auditoria em "todos os contratos de prestação de serviços e de fornecimentos de insumos de natureza continuada, ainda em vigência". A ordem é correta, mas sem a agilidade que se espera de uma gestão eficiente, a principal plataforma eleitoral do prefeito.
Outro fator que corrobora para a afirmação é que o prefeito anterior Barbosa Neto foi cassado justamente por cometer diversas irregularidades em vários tipos de contratos. O cidadão londrinense ao eleger o atual prefeito acreditava que os mecanismos de controle interno teriam atenção especial e funcionariam preventivamente a favor do dinheiro do contribuinte.
Ainda que o valor do prejuízo apurado até agora não seja tão expressivo, como afirmou o presidente do OGPL, Waldomiro Grade, realmente o descaso é preocupante. A renovação por dois anos demonstra que sequer foi feita uma revisão básica do contrato antes da sua renovação até porque alguns erros são de fácil identificação, como a contagem de 39 dias por mês.
Agora é de se esperar celeridade no cumprimento do decreto 169 do prefeito e na verificação dos documentos. Além disso, os responsáveis devem ser identificados e duramente punidos, tenham praticado esses atos por má-fé ou desconhecimento. É dever de todo servidor público agir com probidade e na defesa do erário.

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