Gestão e desenvolvimento econômico
As fracas administrações municipais somada à instabilidade política dos últimos quatro anos impactaram fortemente no desempenho da economia de Londrina. Divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 11,89% de 2009 a 2010, atingindo R$ 9,936 bilhões. Ainda que a cidade detenha o quarto melhor resultado do Estado (ficando atrás de Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária), o que deve ser considerado é o percentual de crescimento, baixo se comparado a outros municípios.
Além disso, mais um dado importante revela uma cidade empobrecida: o PIB per capita (soma das riquezas produzidas dividida pelo número de habitantes), de Londrina cai para a 47 posição, ficando em R$ 19.612,48. Para efeito de comparação, Curitiba - que detém o maior PIB do Estado com cerca de R$ 53,1 bilhões - cai para o 14º lugar no ranking quando é dividido pelo número de habitantes, ficando em R$ 30.400,49. Quatro municípios da região: Sertaneja, Maringá, Rolândia e Arapongas detêm maior PIB per capita do que Londrina.
Com esse resultado pífio, o município deixou o grupo das 50 cidades mais ricas do País, e passou para a 53 posição no ranking. O município perdeu para Paraupebas (PA), cujo PIB ficou em R$ 15,9 bilhões; Teresina (PI), com desempenho de R$ 10,5 bilhões; e Anápolis (GO), com resultado de R$ 10,1 bilhões. Projeções ainda indicam que Londrina deve perder mais colocações no ranking a ser divulgado no próximo ano (referente a 2012) devido ao ritmo de crescimento de outros municípios.
A falta de planejamento, a descontinuidade - ou a ausência - de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento econômico refletiram diretamente no ranking. Como Londrina é polo regional a atração de investimentos é natural, mas faltam projetos e incentivos que direcionem e apoiem novos empreendimentos. Agora não adianta lamentar o fraco resultado, é preciso trabalhar pela sua reversão.





