Geração prata

Nós, da geração prata, ou seja, cabelos brancos, estamos indo embora. Somos uma geração única e mais compreensiva, porque somos a última geração que ouviu seus pais, tios e avós. Também respeitamos os pais, professores e demais idosos, e, os amamos de verdade. Nós tínhamos apelidos também, bem humorados e respeitosos; ouvíamos músicas que não agrediam. Atravessamos a era do rock, pop, Woodstock, hippies, viagem à Lua, muitas guerras, que não eram nossas. Crescemos protegidos pelos militares. Estudamos em escolas públicas; grupo, ginásio e faculdades públicas. Não havia plano de saúde, somente os institutos de aposentadoria e pensão. Brincávamos carnaval nos clubes das cidades. Bailes de debutantes. Namoramos muito, e, a maioria casava com a primeira namorada, e muitos estão casados até hoje. Somos uma edição limitada. Todos os dias somos menos. Aprenda conosco e tenha em mente que tivemos muito trabalho para construir um “Mundo”, que hoje está sendo destruído, por falta do que no passado tínhamos em abundância, ou seja, amor e respeito aos nossos pais e ao nosso País.

WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

Cidadania

Uma das virtudes mais valiosas que o ser humano pode demonstrar é a gratidão. Como é importante agradecer. Tenho feito isso todos os dias. Mas hoje, em especial, quero agradecer pela oportunidade dada pela Folha de Londrina, através da publicação da matéria (Folha Cidadania, 13/08), na qual fui protagonista., em partilhar minhas experiências e meus sonhos. Ao ler a matéria e ao perceber a repercussão que teve no meu ambiente de trabalho, nas minhas relações interpessoais e familiares, pude revigorar minhas energias, minhas crenças e minha esperança na vida. Minha história, que não é nem melhor nem pior que nenhuma outra, oportunizou ressignificar minhas vivências enquanto mulher, mãe, trabalhadora e artista. Pude relatar como a arte me transformou em suas mais variadas expressões e como essa mesma arte também impactou em outras histórias que pude compartilhar. Agradeço pela oportunidade, pois me permitiu continuar acreditando nos meus sonhos e projetos, que ainda são muitos, e ser um exemplo para muitas pessoas que, como eu, buscam superar os desafios do cotidiano, acreditando que vale a pena viver.

FÁTIMA CARVALHO BERNARDO, educadora (Londrina)

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