Não há como negar que os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, indicam que a atividade econômica está fraca. O resultado de abril foi o menor dos últimos 15 anos para o mês. Ao todo foram criadas 105.384 novas vagas enquanto no mesmo mês do ano passado, os novos postos abertos chegavam a 196.913, resultado 46,4% superior ao atual.
Os números são objetivos, mas ainda assim permitem diversas análises. Para o governo federal, por exemplo, o resultado é positivo. Nas palavras do ministro do Trabalho e Emprego, o Brasil vive uma situação de pleno emprego e que não deve haver preocupação. Segundo ele, estão sendo feitos "diversos investimentos" em obras de mobilidade e que o País está crescendo, a despeito dos pífios resultados do Produto Interno Bruto.
Já o mercado, obviamente, discorda. Na análise dos dados estratificados, percebe-se que alguns setores da economia fecharam vagas. A indústria de transformação, por exemplo, fechou 3,4 mil postos, enquanto em abril de 2013 tinha aberto 40,6 mil; os serviços também reduziram a oferta de novas vagas em 6,4 mil de um mês para outro. Só o comércio manteve o patamar do ano anterior.
Os números apontam para uma atividade econômica fraca que, ao que tudo indica, permanecerá neste segundo trimestre. Só para se ter uma ideia do cenário que se forma, a GM anunciou ontem que dará férias coletivas aos funcionários durante a realização da Copa do Mundo de Futebol devido à queda nas vendas. Além disso, não há projeção de que o Brasil crescerá a taxas significativas neste ano.
Portanto, é preciso que a população mantenha atenção. Deve-se fazer uma análise mais apurada a respeito da economia nacional, principalmente em ano eleitoral. Será que já não chegou a hora de a sociedade cobrar a implantação de outro modelo econômico e uma política de desenvolvimento diferente?

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