Gasto americano com guerras e posição de Obama
O presidente Barack Obama está iniciando um plano de retirada gradual das tropas americanas do Iraque, e busca entendimentos com o Irã e a Síria, mas ao mesmo tempo está pedindo ao Congresso a liberação de uma verba adicional de US$ 75,5 bilhões para mandar mais soldados ao Afeganistão. Esta foi uma promessa de campanha. No caso do Iraque, por conveniência estratégica a meta é deixar lá um contingente de 50 mil homens, para treinar os soldados iraquianos, e isto continuará sendo um exercício bélico em país estrangeiro.
Se a verba for aprovada, 2009 será o ano em que os Estados Unidos mais terão investido em guerras, desde 2001, quando invadiram o Afeganistão. Mas aponta-se isto como um resquício do ano fiscal do governo anterior, que só termina em setembro. Mas no conjunto de propósitos, Obama quer gastar apenas US$ 130 bilhões em guerras em 2010 e US$ 80 bilhões em 2011, contra os US$ 190 bilhões de Bush em 2008. Esses valores não são o custo permanente de manutenção das forças armadas.
No total do orçamento para o ano que vem são US$ 664 bilhões para a área de ataque e defesa, ou 45% de todo o investimento mundial no setor. Os gastos com armamento, nos EUA e no mundo, seriam suficientes para resolver todos os problemas sociais da humanidade. A nação americana tem a guerra em seus fluxo sanguíneo, por isso não é fácil para um presidente, mesmo com a performance anunciada de um Barack Obama, não pensar na constante modernização de seus sofisticados exércitos que compreendem armas, soldados, outras equipes de trabalho e serviços de inteligência e estratégia. Se a população, no geral, não é contrária às guerras quando se trata de defender seus interesses existe também a pressão da indústria bélica, que aquece a economia e garante emprego o dos soldados incluído. Porque o armamentismo não consome apenas armas e todo o arsenal de combate e destruição mas uma imensa gama de equipamentos que um exércio e um conflito armado utilizam.
Mas não é só a guerra que está no caminho de Obama, porque ele pretende investir US$ 634 bilhões em saúde pública, US$ 250 bilhões na restauração de bancos quebrados e mais US$ 15 bilhões anuais na geração de energia alternativa. Sua política é também diminuir no país a emissão de gases como o dióxido de carbono. Barack Obama teve a má sorte de encontrar uma crise instalada, 5 meses antes de assumir, e agora a humanidade olha atenta para o seu governo, porque o que acontece nos EUA afeta todos os cidadão do mundo.





