Reivindicação antiga de Londrina, finalmente a cidade passará a contar com
gasodutos. Na sexta-feira a Companhia Paranaense de Gás (Compagas)
anunciou a construção de 6,2 quilômetros de dutos, que integrará
indústrias que já contam com a matriz energética em Londrina e Cambé. As
obras iniciam amanhã e devem estar concluídas em agosto deste ano. Para
isso, foram anunciados investimentos de cerca de R$ 7,2 milhões.
O fornecimento de gás natural é apontado por entidades como um dos
principais atrativos para a instalação de grandes indústrias porque geram
uma economia de 30% a 80% nos custos com energia em relação a outras
matrizes como a queima de madeira, óleo ou eletricidade. Além disso, é uma
fonte energética limpa, tanto que o seu consumo tem aumentado em todo o
mundo nos últimos anos. Segundo a Petrobras, entre as suas vantagens estão
a baixa emissão de dióxido de enxofre e de resíduos do processo de
combustão presentes na fumaça. Fator fundamental para a atualidade, quando
se discute exaustivamente a sustentabilidade do planeta e a redução da
emissão de poluentes.
Nas últimas décadas, os esforços para o desenvolvimento do Estado ficaram
concentrados na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) que, atualmente
detém cerca de 70% do Produto Interno Bruto do Estado. Também tiveram
importante peso nesse cenário a proximidade com o Porto de Paranaguá, o
que facilita as exportações. Extrapolando a RMC, os Campos Gerais também
receberam importantes investimentos nos últimos anos devido à sua
localização logística e acesso à rede de gás.
Agora, a partir da construção do gasoduto em Londrina, espera-se que seja
formado um outro cenário. A região já conta com institutos de pesquisa e
universidades para formação de mão de obra qualificada e, agora, a
instalação do gasoduto fortalece toda a infraestrutura já disponível.

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