É fato que a produção industrial necessita de estímulos. As perspectivas são positivas para este ano, mas o ritmo de expansão será menor do que o registrado em 2010. Falta de mão de obra, alta carga tributária, alto custo dos insumos e infraestrutura logística deficiente são apenas alguns dos gargalos enfrentados pela cadeia produtiva. Superada a crise econômica mundial, é o momento de lançar incentivos ao setor.
É importante ressaltar que, a despeito das dificuldades já conhecidas, a produção se manteve em alta em todo o País. No Paraná, o crescimento foi de 14,2% no ano passado, um dos cinco melhores resultados atingidos e acima da média nacional, que ficou em 10,5%. Doze dos 14 setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística tiveram desempenho positivo. O mais expressivo foi o de veículos, com crescimento de 57,6%.
A indústria automobilística recebeu fortes incentivos do governo e mesmo com o fim da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados conseguiu manter o crescimento, facilitado pela oferta de crédito. No entanto, no final do ano passado, medidas de restrição a financiamentos dificultaram o acesso dos consumidores ao crédito, o que poderá levar a uma redução das vendas, segundo projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.
A produção agroindustrial brasileira também subiu 4,7% no ano passado, a mais intensa elevação em quatro anos. Esse cenário poderá ser repetido neste ano, uma vez que há perspectiva de uma boa safra. A economia paranaense ainda é baseada no agronegócio e certamente irá lucrar. Mas também é preciso agregar valor às commodities, investir em agroindústrias.
O panorama desenhado é extremamente favorável ao Brasil. No entanto, são necessárias medidas rápidas de incentivos a toda a cadeia produtiva. Não há tempo para mais postergações.

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