Futebol não é uma caixinha de surpresa
O fraco Senegal fez a França, campeã do mundo, sair cabisbaixa do gramado ontem, após a primeira partida da Copa 2002. Mentira. Por mais que os famosos comentaristas de futebol queiram dar ao resultado a classificação de zebra, o que se viu dentro das quatro linhas mostra o contrário.
O futebol evoluiu e junto o Senegal, além de outras seleções que de inexpressivas participantes de outras copas agora podem dar trabalho aos renomados adversários, alguns, detentores de títulos invejáveis. Assim, pode ser que a França, jogando o jogo estratégico, em que o papel a ser desempenhado por todo o jogador é fundamental, tenha uma mistura de talentos em termos de habilidades individuais e de profissionais técnicos, seguindo o comando dos treinadores. Como num jogo de xadrez, onde a intuição só vale de vez em quando e o que prevalece é aquele que mexe com as peças cientificamente.
Mas o Senegal tem mais. Habilidade individual da maioria dos onze, um pouquinho de estratégia de jogo e raça. Quanta raça. Faz lembrar o Brasil do passado, que juntava em campo conhecimento tático e valores incomparáveis, dos quais saiam dos pés lances memoráveis.
É capaz de alguém entendido em futebol discordar disso aqui. Que seja. Mas Senegal 1, França 0 nada tem a ver com caixinha de surpresa. E além disso, a rapaziada corre, sem demonstrar cansaço, dando um gosto diferente de se assistir futebol. Então, o melhor é ver esse pessoal correndo em campo e marcando gols, porque polêmica, nessa hora, é prato do dia. E viva o futebol raça!
Walter Ogama





