Curitiba – O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) deverá atender, a partir de hoje, apenas serviços essenciais e de emergência. Novas internações, consultas e exames deverão ter o número reduzido a partir das 6h30 da manhã, quando começa a greve dos cerca de 1,5 mil funcionários contratados pela Fundação de Apoio da UFPR (Funpar) e que trabalham no HC de Curitiba em setores diversos.
De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores do Terceiro Grau Público de Curitiba e Região Metropolitana (Sinditest), os pacientes já internados não sofrerão prejuízo no tratamento. As pessoas que tentarem novas consultas no HC serão orientadas a procurar outros hospitais. As consultas marcadas com antecedência serão avaliadas pelos grevistas. Os casos graves terão prioridade no atendimento, que só será possível porque o sindicato promete manter 30% dos funcionários da Funpar trabalhando normalmente, a fim de cumprir norma estabelecida em lei.
O Hospital de Clínicas é atualmente o maior prestador de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná. Ele atende normalmente cerca de 2,8 mil pessoas por dia e faz 74 internações diárias.
A greve foi definida após uma assembléia geral realizada na última sexta-feira. Os trabalhadores rejeitaram a proposta feita pela direção do HC de dar 7% de reajuste para os servidores que recebem até R$ 600,00, 3,5% para os que ganham entre R$ 601,00 e R$ 1,5 mil, 3% para os que recebem R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, e um abono de R$ 60,00 para os que ganham acima de R$ 2 mil.
Os funcionários da Funpar querem um reajuste linear de 15%. O índice é referente à reposição inflacionária (10,5%) e às perdas salariais desde 1999. Eles pedem ainda a criação de uma creche 24 horas para os trabalhadores que fazem turnos à noite e o pagamento de horas extras em 100%.
Além dos funcionários contratados pela Funpar, o HC conta com outros 855 mil concursados contratados pelo Ministério da Educação (MEC) e que fazem parte do quadro próprio da UFPR. O HC tem ainda 218 professores do curso de medicina e 228 residentes que dão atendimento esporádico aos pacientes.
Em junho do ano passado, os funcionários da Funpar fizeram uma paralização de dois dias. Os concursados ficaram em greve, em 2001, durante 90 dias.

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