Fugitivo morre e presos se rebelam em Ponta Grossa
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domingo, 27 de outubro de 2002
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba A fuga de sete presos do Presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, na madrugada de ontem, desencadeou o princípio de uma rebelião. Até o fim da tarde de ontem, a PM havia recapturado três presos. Outro fugitivo, Gilmar Guedes Carvalho, 22 anos, foi morto por policias numa troca de tiros.
Depois da fuga, a visita dos familiares foi suspensa e 40 homens da Polícia Militar (PM) fizeram uma operação pente-fino entre os detentos. Após a revista, os presos de uma das galerias atearam fogo nos colchões, por volta do meio-dia. Uma hora depois os bombeiros já haviam apagado o fogo e o motim estava controlado.
Durante o tumulto, um dos presos foi ferido por um tiro de festim. Outros três foram intoxicados pela fumaça. Todos foram atendidos no pronto-socorro do presídio e no meio da tarde já haviam sido liberados. O motim foi iniciado por cerca de 40 presos que estavam na primeira galeria, mesmo local de onde fugiram os sete presos.
Segundo o delegado-chefe da 13 Subdivisão Policial de Ponta Grossa, Noel Muchinski da Mota, quando os presos atearam fogo nos colchões, exigiram a presença de juízes e queriam negociar para que alguns detentos fossem transferidos. O presídio tem 112 vagas, mas estava com 215 presos na hora da fuga. ''Como o pessoal da operação pente-fino ainda estava no local, a situação foi controlada rapidamente'', afirmou.
De acordo com Mota, os fugitivos fizeram um túnel de ligação entre duas celas. Segundo ele, os policiais de plantão atiraram tentando evitar a fuga, mas os presos conseguiram pular o muro. A maioria dos fugitivos estava presa por roubo e assalto a mão armada. O delegado esperava prender todos os fugitivos até a noite de ontem.
Também na madrugada de ontem, 16 detentos fugiram da delegacia de Laranjeiras do Sul (373 km a oeste de Curitiba). A carceragem tem capacidade para 25 pessoas, mas abrigava 90 no momento da fuga, das quais 15 estavam no corredor.
De acordo com o escrivão Marcelo Cliber, os detentos cavaram um buraco na parede dos fundos da delegacia. O prédio é antigo, de 1946. Até o final da tarde, nenhum fugitivo tinha sido recapturado. (Colaborou Ellen Taborda)


