Fruticultura é alternativa para melhorar rentabilidade
Apesar da alta produtividade obtida com o milho (10,2 toneladas por hectare) e com o trigo (4,2 toneladas), que ocupam 80 dos 120 hectares do Sítio Kamiguchi, o produtor Hiroshi Kamiguchi vem apostando há 20 anos na fruticultura como alternativa para melhorar a rentabilidade da propriedade. Numa área abaixo de 200 hectares, só com a produção de grãos fica difícil manter a renda. E, para a região, a fruta tem dado bom resultado, comenta.
Kamiguchi diz que a margem de ganho da agricultura normalmente é bastante estreita. E o rendimento só ocorre com a produção em escala. Por isso, ele, que já vinha se dedicando à produção de maçã e pêssego, nos últimos anos passou a investir no caqui que, por ter menor concorrência, tem mercado melhor. A maior parte da safra, que está se iniciando e vai até maio, segue para a Ceagesp, em São Paulo. No entanto, o fruticultor está abrindo novos mercados, principalmente no Mato Grosso do Sul e na Bahia, que não são muito exigentes quanto ao tamanho do caqui. O consumidor paulista prefere um fruto maior e mais maduro. E isso dá mais trabalho, enquanto consumidores de outros Estados são menos exigentes, diz.
Hiroshi Kamiguchi comenta também que a fruticultura possibilita gerar mais empregos, pois, além dos quatro empregados fixos, na época da colheita ele tem necessidade de contratar entre 15 e 20 trabalhadores. Por enquanto, ele produz caqui, da variedade fuyu, em dois hectares. A produção média é de 22,5 toneladas por hectare, ante um custo de produção equivalente a 8,5 toneladas.
Segundo o produtor, o rendimento bruto da tonelada é de R$ 1 mil. Numa conta rápida, a conclusão é que o lucro gira em torno de R$ 14 mil por hectare. É por isso que Kamiguchi plantou outros 11 hectares com caqui de outras variedades. A meta, porém, é chegar aos 25 hectares.





