Freud está morto, mas não muito
Há setenta anos morria na Inglaterra Sigmund Freud
O pai da psicanálise, que figura em qualquer lista das maiores personalidades do século passado, apresentou-nos questões que ainda hoje incomodam e continuarão por muitos anos a incomodar quem quer que entre em contato com sua obra ou com a obra daqueles que, a partir dele, resolveram espalhar a ''peste'' - como em 1909 chamou sua teoria.
O inconsciente, a sexualidade infantil, o conflito pulsional, o complexo de Édipo e outras de suas idéias entraram no meio cultural e povoam, se não o discurso, pelo menos a mente de todos nós, mesmo quando não passamos por divãs e pelas peculiaridades da clínica psicanalítica.
Se hoje sabemos que ''não somos senhores em nossa própria casa'' é porque Freud percebeu que nossos sonhos, atos falhos e piadas diziam mais sobre quem somos do que gostaríamos de imaginar e, muitas vezes, aceitar.





