Frequência assustadora
Nada mais desagradável do que testemunhar, às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, a ocorrência de mais um acidente ambiental no Paraná. Desta vez, conforme o leitor confere na edição de hoje, cerca de oito mil litros de ácido clorídrico vazaram do tanque de uma indústria localizada em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
O que mais assusta, além do próprio acidente, é a constatação de que o desconhecimento de pessoas que trabalham diretamente com o perigoso produto aumentou o impacto do ácido no ambiente. Segundo o que se divulga, um funcionário jogou água sobre o produto e a reação foi a liberação de gases tóxicos.
O mesmo ocorreu em Londrina recentemente. Embora a cidade disponha de escritórios regionais de órgãos ligados ao meio ambiente e também de uma conceituada universidade, a busca de solução ao problema verificado no pool de combustível onde o óleo diesel brotou da terra e contaminou o solo e a água de um riacho próximo , só começou a ser ainda foscamente vislumbrada a partir da vinda de um técnico de fora.
Em outros acidentes ecológicos de grandes proporções ocorridos no Paraná nestes últimos anos algo parecido sempre ocorreu. E acreditar que isso significa que os acidentes eram raros, por isso o despreparo, é pura ingenuidade.
Melhor imaginar que, de agora em diante, os acidentes ocorrerão com menos intensidade, graças ao melhor preparo do pessoal envolvido.
Walter Ogama





