A posição assumida pela promotora da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Édina Maria Silva de Paula, que, em matéria publicada pela Folha, defende o trabalho para o adolescente (a partir dos 12 anos), é condenada pelo Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Regularização do Trabalho do Adolescente.
A procuradora do Trabalho, Margaret Matos de Carvalho, integrante do Fórum, argumenta que, reduzir a idade de ingresso no mercado de trabalho para 12 anos vai aumentar o número de adultos desempregados no País, pois haverá preferência pela mão-de-obra adolescente, por conta da baixa remuneração. A promotora Édina de Paula questiona: ''Por acaso houve aumento de emprego a partir da proibição do trabalho para menores de 16 anos?''
Margaret de Carvalho entende que ''o trabalho formal e regular não afasta o adolescente das atividades criminosas''. Ela cita como exemplo dados do Educandário São Francisco, em Curitiba, onde a maior parte dos infratores exercia atividade remunerada.

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