Fora do plano de logística
O Paraná praticamente não receberá nenhum benefício com o Plano Nacional de Logística Integrada, lançado nesta semana pelo governo federal. O pacote pretende atrair investimentos privados de cerca de R$ 133 bilhões para concessões em rodovias e ferrovias. Nenhuma estrada que corta o Estado foi incluída no projeto e, entre as ferrovias, há trechos que passam pelo Paraná como o que sai de Maracaju (MS), passa por Cascavel (Região Oeste) e tem como destino final Mafra (SC); e outros que têm como origem o Estado de São Paulo e chegam a Santa Catarina. O Porto de Paranaguá ficou de fora para escoamento de cargas para exportação.
Bem recebido por especialistas e empresários, esse projeto apresentado mostra o quanto o Paraná perdeu importância no cenário nacional, mesmo com representantes locais no primeiro escalão do governo federal. Grandes investimentos em infraestrutura deveriam ser distribuídos entre todos os Estados, até porque é uma das principais deficiências do País. O péssimo estado de conservação das rodovias, aliado ao alto custo dos pedágios torna o frete um dos principais custos dos produtos agropecuários. Tem forte peso no chamado ''custo Brasil''.
No entanto, lideranças políticas devem se mobilizar para cobrar a inclusão do Estado no plano de logística. O Paraná é um dos principais polos do agronegócio, é o maior produtor de grãos do País. Ainda que uma ferrovia que passa por Cascavel receba investimentos, isso pode significar a evasão de cargas de Paranaguá porque o destino final estará em Santa Catarina. Certamente, também é consequência da falta de investimentos de anos no porto estadual, o que limita a sua capacidade.
Se a intenção da presidente Dilma Rousseff (PT) com investimentos em infraestrutura é ''girar a economia'' e garantir crescimento econômico no próximo ano, o Paraná não pode ficar de fora. Mobilizações e pressão de lideranças são importantes para garantir que o Estado não perca investimentos.





