Fome no mundo
O relatório ''Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012'', elaborado pela Organização de Alimentação e Agricultura da ONU (FAO) e divulgado durante essa semana, aponta uma situação trágica: cerca de 870 milhões de pessoas sofrem de subnutrição, o que equivale a 12,5% da população mundial. Essa quantidade ainda significa que uma a cada oito pessoas passam fome. É um número bastante alto e inadmissível ainda mais se for considerado que em países em desenvolvimento o percentual sobe para 23,2%. A Ásia é o continente com maior número de subnutridos, seguida pela África. Apesar do número ainda alto, o resultado é melhor do que o obtido no relatório anterior, que apontava que cerca de 1 bilhão de pessoas (18,6%) passava fome no mundo entre os anos de 1990 e 1992.
Analistas apontam que houve um aumento na quantidade de pessoas que passam fome a partir de 2008, ano em que foi deflagrada a crise econômica internacional. A explicação é a alta do preço dos alimentos, a destinação de parte dos grãos para a produção de biocombustível, a especulação financeira nos mercados de alimentos e os gargalos na oferta e distribuição, o que gera um desperdício de quase um terço da produção. Seria interessante que órgãos internacionais se unissem para resolver esses problemas, muitos deles comuns em vários países. Outra saída seria a adoção de uma política internacional com transferência de tecnologia agrícola ou que ofereça alimentos a preços diferenciados a países com maior índice de subnutridos. É preciso que todos os países se unam para tentar resolver esse problema.
A boa notícia veio para o Brasil, uma vez que o País conseguiu reduzir de 14,9% (obtido na primeira pesquisa) para 6,9% (nesse último relatório). No entanto, cerca de 13 milhões de pessoas ainda passam fome ou sofrem com desnutrição. A queda é atribuída à implantação do Bolsa Família, programa de distribuição de renda atrelado à manutenção das crianças na escola. O programa trouxe um grande avanço nesse ponto porque garantiu alguma renda às famílias. A partir do seu fortalecimento e da maior oferta de empregos as pessoas passaram a ter mais qualidade de vida.





