Folha de Londrina mantendo os ideais
Uma das razões de a Folha de Londrina haver sobrevivido aos anos e já se encontrar no 56º de sua existência é haver-se identificado, desde a primeira hora, com os anseios da civilização diferenciada que se implantou no Norte do Paraná a partir da metade dos anos 20, quando fincou-se o marco histórico que resultaria na hoje metrópole que se chama Londrina. A chegada de tanta gente de fora, oriunda sobretudo dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, da Europa, do Oriente Médio e do Japão, plasmou neste pedaço do Brasil uma mentalidade atípica, que se estribava em ideais de trabalho e prosperidade.
A Folha se instalou em Londrina apenas treze anos depois que a cidade se emancipara como município, e desde então identificou-se com sua gente e passou a exaltar-lhes a obra, que se manifestava a olhos vistos e velozmente, na forma da expansão da cultura cafeeira e no crescimento vertiginoso da cidade. Setenta anos de Londrina e 56 de Folha de Londrina ensinaram a ambas caminhar juntas e sem tropeços, a não ser periódicas correções de rota, de parte a parte, uma servindo à outra. Quem aprendeu a falar a linguagem destas plagas deu-se bem, e por isso a população norte-paranaense e este jornal sempre conviveram harmonicamente.
Começando com João Milanez, que teve a ousadia de implantar um veículo de mídia impressa que não era o primeiro num lugar e numa época em que poucos sabiam ler, até porque havia muitos estrangeiros e eles não dominavam a língua da nova pátria, e tendo hoje no comando José Eduardo de Andrade Vieira, a Folha de Londrina não alterou sua linguagem e nem os seus propósitos que são os de fazer jornalismo sério, atento à função social e comprometido com os projetos da comunidade empreendedora que povoa o Norte do Paraná e por extensão todo o Estado. Esta é a área de abrangência da Folha, na qual exerce influência e consegue formar opinião, ao tempo em que absorve as opiniões do meio onde circula e marcha no mesmo passo.
Estes comentários vêm a propósito das celebrações dos 70 anos de Londrina, neste 2004, e quando este jornal consolida na Chefia de Redação um dos mais antigos e competentes profissionais de seus quadros, o jornalista Oswaldo Petrin. Profissional que iniciou carreira em Presidente Prudente, passou por vários jornais e atua na Folha há mais de duas décadas, Petrin consubstancia o ideal da direção desta empresa de colocar em seu comando jornalístico um editor identificado com o meio paranaense e, portanto, conhecedor de seu pulsar e de seus anseios. A presença de jornalistas da terra, a equidistância de sua linha editorial e a penetração deste jornal em todos os municípios do Paraná, há quase 60 anos, fizeram da Folha de Londrina um veículo de marca paranaense, que aprendeu a falar vários sotaques e granjeou respeito e aceitação em todas as camadas sociais e no âmbito dos poderes públicos. Um jornalismo ainda melhor é o que a Folha de Londrina se propõe fazer, doravante, porque este é o ideal que norteia a direção e os quadros profissionais desta empresa.





