A participação em concurso público é uma pré-condição a profissão de servidor público, face ao imperativo constitucional da seleção, a que estão sujeitos todos os que aspiram o
emprego público.
Os atrativos maiores dessa atividade são a estabilidade, especialização e progressão profissional, pois a remuneração, que já foi melhor, nos últimos tempos tem perdido como fator de atratividade.
Muitos são atraídos também por motivação vocacional como na carreira militar, na judicatura
e na diplomacia.
A seleção pública valoriza o ingresso, além de ser imposição constitucional desde 1988. É verdade que anteriormente o antigo DASP (Departamento Administrativo do Servidor Público) existente desde a era Vargas, já praticava o recrutamento mediante concursos públicos, além de atividades de treinamento e capacitação dos servidores, o que muito valorizava a carreira dos servidores públicos.
Dentre os objetivos do provimento dos cargos públicos mediante concurso destacam - se a impessoalidade e a universalização do recrutamento, além de proporcionar, pelo processo seletivo, a admissão ao serviço público dos mais capacitados e competentes, do que resulta realização profissional, estabilidade financeira e motivação para busca de aperfeiçoamento e progresso individual e familiar, sem os condicionantes da competição e estabilidade.
Uma constatação dos últimos tempos é a elevada participação de candidatos aos concursos, cuja origem não pode ser atribuída apenas a menor oferta de oportunidades no mercado de trabalho. Para muitos é ambição e motivação pessoal, haja vista a persistência de participação nos diversos conclaves.
Na atividade pública muitos buscam o status social inerente a muitas funções como fator atrativo , chegando em alguns casos a excessos de vaidade e deslumbramento .
Outros buscam oportunidade de servir, de contribuir para o bem comum e até o atendimento dos mais frágeis e necessitados, aqueles que mais dependem do Estado e de suas atribuições.
A não ser pelo vínculo da remuneração, em muitas atividades não é fácil distinguir a atividade pública da privada, pois o objetivo é atender necessidades da população, destacando - se que na área privada predomina o fator remuneração direta e imediata.
No Brasil, como em muitos outros países, prevaleceu por muito tempo tendência de o Estado estender sua atuação a diversos serviços chamados "públicos" que se destinam a atender necessidades básicas da população. Atualmente estas atividades, pelo processo chamado de privatização, passaram a esfera privada com a regulação e tutela do Estado.
Esta mudança, contudo tudo, afeta fundamentalmente a atuação dos servidores dessas atividades sob vários aspectos, pois na privatização perde o servidor aquele "status" de servidor público e várias prerrogativas.
No Brasil, fenômeno recentíssimo é o da discutida lei modificativa do regime de aposentadoria dos servidores públicos , buscando , sob vários aspectos , aproximar a remuneração da inatividade
da área pública a que prevalecia para os empregados no
setor privado.

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