O programa Folha Cidadania, projeto editorial da FOLHA DE LONDRINA voltado para a educação, deveria servir de exemplo para outros meios de comunicação em todo o País. A opinião é do representante regional da Associação dos Diplomados na Escola Superior de Guerra em Londrina (Adesg), Flaubert Semprebom.

A iniciativa da FOLHA foi abordada em um trabalho de conclusão de curso da bacharel em Desenho Industrial Luciana Costa Fontes e da administradora de empresas Thalita Guimarães Puccia, apresentado no décimo-terceiro Ciclo de Estudos de Política e Estratégia promovido pela Adesg. As recém-formadas desenvolveram o tema ''O Alfabestimo Funcional: Programa Folha Cidadania - Estudo de Caso'', que recebeu nota máxima da banca examinadora e será encaminhado para alguns ministérios e para a sede da Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro.

No que consiste o trabalho da Adesg?
A Adesg é uma associação que reúne pessoas da comunidade em diversos setores profissionais. O que se busca é a interação no sentido de suprir a necessidade que existe na questão de cidadania e civismo e, principalmente, em políticas de Estado. Na Adesg, a gente busca o estudo de políticas de Estado e não de governo. Os governos vem e passam, cada um tem a sua. Já as políticas de Estado são metas a serem alcançadas daqui a 30, 40 ou 50 anos. A entidade não é vinculada a nenhum partido político e não tem nenhuma posição política. Nós estamos aqui para ajudar nas soluções de problemas locais, estaduais e nacionais.

E por que o trabalho sobre a Folha Cidadania foi escolhido para ser encaminhado à sede da Adesg?
No encerramento do décimo terceiro ciclo, nós tivemos vários trabalhos excelentes e esse da Folha Cidadania foi avaliado por doutores, pessoas da área muito competentes. É um estudo que a gente considera completo. A gente já conhecia este trabalho da FOLHA, mas a sua abrangência mostrou que havia muito em comum com os objetivos da Adesg, que trabalha muito essa questão da cidadania e civismo. É um trabalho que vem sendo desenvolvido com o objetivo claro de atender os alunos de uma forma rápida e dinâmica, uma ferramenta para o professor trabalhar em sala de aula. Outros meios de comunicação têm trabalhos parecidos, mas a gente desconhece qualquer trabalho que tenha o formato e a objetividade do Folha Cidadania. Por isso, este programa da FOLHA pode servir de exemplo para outros meios de comunicação.

Como este trabalho se insere no contexto de cidadania e civismo?
A gente vê que muitos professores em sala de aula não têm os recursos necessários para lecionar. Faltam recursos audiovisuais e didáticos para dar aula, e a forma que a Folha Cidadania traz as matérias e as reportagens se encaixa perfeitamente nisso. Muitas vezes um aluno de periferia, que não tem contato com o jornal, não tem contato com a mídia, está inserido em uma linguagem rápida e dinâmica através da Folha Cidadania.

Hoje em dia fala-se muito que a educação é o caminho para resolver os problemas do País. O senhor concorda?
Se levarmos em conta que todos os grandes países que passaram por alguma catástrofe se reergueram através da educação, eu vou um pouco além. Acho que a questão do núcleo familiar, junto com a educação, é o grande alavancador do País. Uma pessoa que seja mais educada, mais esclarecida, vai necessitar menos de um posto de saúde, vai precisar menos de remédios porque vai saber se cuidar. Ao mesmo tempo, ela terá condições de crescer, porque abre seu leque de oportunidades e deixará de trilhar o caminho da marginalidade. E a Folha Cidadania oferece uma oportunidade para o professor não ficar só no giz, mas ter um material didático diferente para ser trabalhado. Ela coloca esse algo a mais para o aluno.

E essa é a melhor forma de contribuir para a educação e para a formar o cidadão?
Sim, porque muitas pessoas não pegam o jornal, não tem outro meio de leitura em casa. Quando elas chegam na escola, se deparam com o meio e conseguem se familiarizar com outro tipo de leitura. Eu digo que a leitura, desde um folheto na rua, um gibi ou uma revista, é salutar. A Folha Cidadania leva essa linguagem para dentro da sala de aula e o aluno começa a se familiarizar a leitura. No próprio trabalho (de conclusão de curso) foi citado que alunos até então desconheciam o jornal, não tinham nenhum contato e a partir dali começaram a ter interesse e desenvolver uma leitura mais crítica, porque a Folha Cidadania aborda os assuntos de uma forma objetiva e clara, mas ao mesmo tempo desperta o senso crítico do aluno.

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