Muito se tem falado da crise mundial do coronavírus e como a pandemia mudará as relações pessoais e econômicas. Muito se tem falado da tragédia representada pelo número gigantesco de contaminados e mortos. Não é possível esquecer também das dificuldades de sobrevivência principalmente da população mais pobre e do drama das pessoas que engrossam a fila do desemprego. Não se sabe onde tudo isso irá parar.

Londrina, assim como cidades médias e grandes de todo o mundo, discute a flexibilização do isolamento social, principalmente no que diz respeito à volta do funcionamento de lojas, escolas, indústrias e academias. Países e seus municípios têm pensando em uma saída diferente para tentar colocar novamente a economia nos trilhos. Para muitos, não será nada fácil.

Saúde pública, entidades que representam setores da economia, prefeitos, presidentes, governadores e promotores de Justiça têm apontado divergências e não raro o tema da flexibilização acaba na Justiça.

Em Londrina não é diferente e a administração municipal teve que prestar informações ao Ministério Público sobre a flexibilização das atividades econômicas, iniciada na última quarta-feira (15). Primeiro foram as indústrias e a construção civil que retomaram os trabalhos. Na próxima segunda-feira (20), o comércio deverá reabrir com restrições.

O horário de funcionamento dos estabelecimentos será restrito, das 10 horas às 16 horas, para que não haja aglomeração de pessoas no transporte público junto com os trabalhadores da indústria e da construção civil.

Há várias medidas que deverão ser atendidas pelos estabelecimentos comerciais, detalhadas nesta edição da FOLHA. Lembrando que o MP ainda deve se manifestar sobre a flexibilização.

O prefeito Marcelo Belinati afirmou que na retomada das atividades da cidade foi adotado o modelo de abertura e fechamento intermitentes descrito em um trabalho científico do Imperial College, na Inglaterra, também utilizado para embasar as decisões do presidente dos EUA, Donald Trump.

É importante que essa retomada das atividades aconteça levando em consideração que muitos trabalhadores estão preocupados com seus empregos e empresários correndo risco de fechar as portas diante de uma crise sem precedentes. Mas é importante que critérios técnicos sejam levados em consideração e que os comitês locais que monitoram o cenário da pandemia atuem com rigor caso seja necessário voltar atrás na decisão diante de uma explosão de novos casos.

As consequências da paralisia da economia são difíceis de prever, pois faltam parâmetros de comparação. Ninguém sabe a duração da epidemia do novo coronavírus. O desafio é proteger a economia e a saúde da população ao mesmo tempo. Por isso, mesmo com a retomada das atividades, é preciso ficar claro que a vida não retornou à normalidade e que principalmente idosos e pessoas do grupo de risco devem continuar em casa.

A FOLHA deseja saúde para os seus leitores!

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