Um assunto me chamou a atenção num programa de TV: o dia em que Pelé suspendeu a guerra jogando uma partida de futebol no estádio olímpico de Beirute (Líbano), vestindo a camisa de um clube local. Era 1975. O ocorrido ganha notoriedade, tendo em vista as circunstâncias, digamos assim, com contornos proféticos, que o antecederam. O fato, com descrição de data e local, está descrito na Bíblia hebraica. Lá também está escrita a palavra ''pelé'' que no hebraico significa ''milagre''.
Toda a Bíblia hebraica existente hoje é a mesma, letra por letra. A Torah não pode ser utilizada se uma única letra estiver ausente ou fora de lugar. Todo o texto bíblico do Antigo Testamento original é um fluxo contínuo de letras, ou seja, palavras contíguas, sem quebras. Dizem os sábios que foi assim que Moisés recebeu de Deus a Bíblia.
Tempos atrás, muito antes desta notícia na TV, motivado pela curiosidade em saber mais sobre o assunto, como cristão que sou, adquiri o livro que aborda este estudo, o qual afirma a existência de uma codificação oculta na Bíblia. Foi escrito por um importante jornalista americano, ex-repórter do ''Washington Post'' e do ''Wall Street Journal'', Michael Drosnin.
Um dos maiores especialistas mundiais em teoria de grupo - campo da matemática que está subjacente à física quântica, o israelense Dr. Eliyahu Rips descobriu um código oculto na Bíblia. Tal estudo foi confirmado por famosos matemáticos de Harvard, de Yale e da Universidade Hebraica, sendo inclusive, duplicado por um decodificador sênior do Departamento de Defesa dos EUA. Foi aprovado por três níveis de revisores seculares de uma importante publicação matemática norte-americana, a ''Statistical Science''. Desde que foi publicado, em 1994, ninguém submeteu qualquer refutação ao estudo matemático publicado.
Há registros históricos comprovados, que até Isaac Newton, o primeiro cientista moderno, o homem que idealizou a mecânica do sistema solar e descobriu a força da gravidade, tinha plena convicção da existência de um código oculto na Bíblia. Newton inclusive aprendeu hebraico e passou metade de sua vida tentando desvendar o código. Há registros de que até John Maynard Keynes, um dos mais célebres e influentes economistas, enveredou-se nestas investigações.
Por sua vez, Rips desenvolveu um superpoderoso software, o qual confirmou que o Antigo Testamento está realmente codificado. É um longo e complexo estudo, o qual, além de relatar o episódio do rei do futebol, traz também outras surpreendentes revelações, como registros da Primeira e da Segunda Guerra, o holocausto, as bombas em Hiroshima e Nagasaki, e algumas das principais descobertas da humanidade: a eletricidade, a invenção do avião, do rádio etc. Inclusive a Guerra do Golfo!
Isaías diz: ''Revelai aquilo que acontecerá mais tarde, e ficaremos atônitos e o contemplaremos''. Na Bíblia, há uma estranha singularidade no texto hebraico original do Antigo Testamento: o tempo está às avessas, o futuro é sempre escrito no pretérito perfeito e o passado é sempre escrito no futuro do presente.
Dentre as inúmeras revelações relatadas neste código, há referência aos anos compreendidos entre 2000 e 2006 - 5760 e 5766 respectivamente no calendário judaico. Estes anos são os únicos, dentre os próximos cem anos, que combinam com ''holocausto atômico'', ''fim dos dias'', ''holocausto de Israel'', ''grande terremoto''. Os cálculos realizados, apontam para uma probabilidade estimada de mil para 1.
Um acontecimento de proporção e repercussão mundial iria abalar toda a humanidade neste período: é o que se conclui da revelação. A partir deste acontecimento é que iriam começar ocorrer os desdobramentos, consequências. Terá sido 11 de setembro de 2001 o sinal?
O aqui relatado não é uma ameaça de destruição inevitável. É apenas uma informação. A mensagem do código da Bíblia, é real. Em Tessalonicenses está escrito: ''Pois, que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição...'' Quem viver verá.
- MARCO AURÉLIO PIRES GARCIA é economista em Londrina

mockup