Fim do sonho do hexa
O próximo desafio será formar uma equipe capaz de recolocar o Brasil na disputa pelo hexacampeonato na Copa do Mundo de 2030
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de julho de 2026
O próximo desafio será formar uma equipe capaz de recolocar o Brasil na disputa pelo hexacampeonato na Copa do Mundo de 2030
Folha de Londrina 
A caminhada do Brasil na Copa do Mundo de 2026 terminou antes do esperado. A derrota para a Noruega nas oitavas de final prolonga uma espera que já se tornou a maior da história da seleção brasileira entre duas conquistas de mundiais.
Desde o pentacampeonato, em 2002, o país convive com sucessivas frustrações. Vieram eliminações nas quartas de final, uma semifinal em casa marcada pelo inesquecível 7 a 1, outras quedas nas quartas e, agora, uma despedida ainda mais precoce. O hexacampeonato permanece como um projeto adiado. Desde a Copa de 1990 o Brasil não era eliminado nas oitavas de final.
A frustração é proporcional ao tamanho da paixão nacional. Durante semanas, o Brasil voltou a vestir verde e amarelo, reuniu famílias diante da televisão, movimentou bares, restaurantes e o comércio e ofereceu, por alguns dias, um raro sentimento de unidade em um país acostumado às divergências. A seleção continua sendo um dos poucos símbolos capazes de mobilizar milhões de brasileiros ao mesmo tempo.
O apito final encerra esse breve período em que o futebol parecia suspender as diferenças e renovar a esperança. A partir de agora, resta à seleção compreender por que um país que continua produzindo talentos já não consegue transformar esse potencial em títulos mundiais.
O próximo desafio será formar uma equipe capaz de recolocar o Brasil na disputa pelo hexacampeonato na Copa do Mundo de 2030, que terá Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais, além de jogos inaugurais na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, em celebração ao centenário do torneio.
Nos bares de Londrina, a decepção foi geral. Famílias e grupos de amigos se reuniram diante de telões para acompanhar a partida, mas a expectativa deu lugar à apreensão à medida que o tempo passava. O pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães, ainda no primeiro tempo, aumentou a tensão.
Na etapa final, os dois gols de Haaland transformaram os ambientes festivos em um silêncio perturbador. O fim de semana que havia começado perfeito, com a goleada do Londrina sobre o CRB, terminou em clima de velório na cidade.
A Copa termina para o Brasil. Para a torcida, resta a esperança de encontrar uma seleção mais preparada em 2030 para honrar a história da camisa mais vencedora do futebol mundial.
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