Imbuído de uma sensação em que o tempo passa de forma alucinante, chegamos às comemorações de mais um findar do ano. Mais um ciclo temporal que se encerra.

É chegada a hora de fazermos um balanço da própria vida. Refletirmos sobre os fatos vividos no ano de 2018. O ideal é que nesta balança os pontos positivos se sobressaiam sobre os negativos. Mas caso aconteça o contrário, 2019 está chegando para podermos reverter tal situação, pois ser feliz provavelmente deveria ser a meta de todos nós.

As festas de fim de ano tornam-se sempre uma oportunidade espetacular para a reflexão, para pensarmos sobre a própria vida, nossos sonhos, metas, desejos... enfim, sobre como gastamos nossa existência.

Reunimos a família e amigos para comemorar, para conversarmos sobre a vida, para religarmos os laços e esperanças. Em muitos casos, para matar as saudades, pois alguns familiares e amigos só os vemos nesta época.

É um tempo propício para perdoar e ser perdoado; para encontrar e ser encontrado; para religar laços fraternos com pessoas queridas, que devido à correria da vida ou qualquer outra circunstância acabava ficando adormecido com o tempo; para visitar e ser visitado; para permitir-se mudar de postura, de ação, de pensamento, de gestos, de tudo aquilo que nos faz mal, que não nos deixa progredir humanamente.

É um tempo propício para comemorar, mas também refletir. E veja que bacana, o fim de ano nos convoca a enxergar a vida, a comemorar a vida, a perceber que a vida é o nosso maior tesouro. Por isso, a alegria e a nostalgia circundam estas comemorações criando uma positividade nas relações, um clima de pensamentos e ações que nos tornam mais realizados e felizes.

As vitórias, as falhas, os erros e acertos, ficarão para trás. É tempo de renovar, de começar novamente, de mudar de página, de começar um novo capítulo de nossa vida no qual ficará registrado nossas marcas e realizações. A vida não pode ser uma página em branco; a vida não pode passar em branco. Todo ano que se renova é um ponto final em um capítulo da vida.

Acredito que todos nós temos algo a comemorar e a refletir. Que em 2019 consigamos nutrir nossas raízes, para que o tronco se fortifique cada vez mais, entretanto, que tenhamos a coragem e ousadia de perceber as folhas caírem para que se renovem, que tenhamos a perspicácia e humildade para permitirmos as podas, pois o que dá gosto à vida é o sentido que damos a ela. Este sentido é único, pois pertence a cada um de nós e encontra-se na paz de espírito e na consciência tranquila.

Walber Gonçalves de Souza é professor e escritor

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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