Fim da greve e diálogo
Hoje recomeça o ano letivo da rede estadual de ensino. Depois de uma das greves mais longas da história do Estado, quase 1 milhão de estudantes retornam às salas de aula. Foram 73 dias parados (divididos em duas fases) e pode-se afirmar que os prejuízos a toda a sociedade são incalculáveis. Não foram afetados apenas estudantes, professores e governo. Essa paralisação deixou graves sequelas que demorarão a ser esquecidas. No entanto, o acordo entre as partes que foi intermediado por deputados estaduais demonstra bom senso. O diálogo é sempre a melhor solução para resolução de conflitos.
Agora é momento de projetar o futuro. É preciso replanejar o ano letivo a fim de minimizar os prejuízos à aprendizagem. As atividades pedagógicas e o conteúdo programado para cada ano devem ser ministrados corretamente, sem correria ou pressa. Se as aulas não dadas serão repostas é importante que todos firmem um compromisso com a qualidade e o aprendizado.
Em acordo intermediado por deputados estaduais, a proposta de reajuste prevê o pagamento de 3,45% (referente à inflação de maio a dezembro de 2014) em uma única parcela, a ser acrescentada em outubro deste ano. A inflação referente a 2015 será paga integralmente em janeiro de 2016, enquanto as perdas de 2016 devem ser pagas em janeiro de 2017 (quando o funcionalismo também ganha um adicional de 1%). No acordo ainda consta a reposição da inflação de janeiro a abril de 2017 em maio daquele ano quando a data-base voltaria para esse mês.
Se as finanças do Estado apresentam-se em situação difícil, o governo agora terá fôlego para recuperar as contas. A alteração nas regras do Fundo Previdenciário permite uma economia de R$ 125 milhões por mês, os aposentados passaram a contribuir com a previdência e o reajuste das tarifas do IPVA e do ICMS devem garantir reforço e, por isso, é de se esperar que as contas sejam equilibradas.
É momento de continuar dialogando, de manter os trabalhos e o respeito. É preciso superar esse capítulo.





