FILO, 58 anos de amor às artes
Entre os dias 12 e 28 de junho, o festival transformou teatros, praças e espaços culturais em pontos de encontro entre diferentes linguagens e culturas
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de junho de 2026
Entre os dias 12 e 28 de junho, o festival transformou teatros, praças e espaços culturais em pontos de encontro entre diferentes linguagens e culturas
Folha de Londrina 
Ao chegar ao fim de sua 58ª edição, o FILO – Festival Internacional de Londrina reafirma uma condição conquistada ao longo de quase seis décadas: a de um dos mais importantes festivais de artes cênicas da América Latina. Mais do que uma sequência de espetáculos, o FILO é um patrimônio cultural que atravessa gerações, forma plateias, inspira artistas e fortalece a identidade de Londrina como uma cidade que valoriza a produção artística e o pensamento crítico.
Entre os dias 12 e 28 de junho, o festival transformou teatros, praças e espaços culturais em pontos de encontro entre diferentes linguagens e culturas. Foram mais de 50 apresentações nacionais e internacionais, reunindo teatro, dança, circo e música em uma programação plural, capaz de dialogar com públicos de todas as idades. O tema lúdico mostrou, mais uma vez, que a arte é capaz de provocar reflexões profundas sem abrir mão da sensibilidade e da imaginação.
Produções vindas da Argentina, Chile, França, Israel, México e Espanha dividiram espaço com artistas brasileiros de sete estados e 13 cidades, reafirmando o caráter internacional do festival e sua capacidade de aproximar diferentes realidades por meio da cultura. Espetáculos concorridos, como Eu de Você, com Denise Fraga, foi um dos mais procurados.
Mas um festival dessa dimensão não sobrevive apenas pelo talento de seus artistas ou pelo entusiasmo da plateia. Ele depende de políticas públicas consistentes, do investimento da iniciativa privada, do apoio institucional e do reconhecimento de que cultura não é gasto, mas investimento. Cada edição movimenta a economia local, impulsiona o turismo, gera empregos, fortalece a cadeia produtiva da cultura e amplia o acesso da população à arte.
Manter vivo um festival prestes a completar 60 anos é preservar uma história que orgulha Londrina. É garantir que novas gerações tenham a oportunidade de descobrir, questionar, emocionar-se e enxergar o mundo por diferentes perspectivas.
Apoiar a cultura é assegurar que festivais como o FILO continuem iluminando Londrina e mostrando que uma sociedade que investe em arte também investe em seu próprio futuro.
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