Uma das raízes principais, e ao mesmo tempo vetor inexorável, do déficit público e do desequilíbrio do caixa previdenciário foi identificada pelo Ministério da Previdência. Porém, pelo menos por enquanto, não se pretende extirpá-la. Afinal, a questão envolve grupos com capilaridade continental. E que abarcam um universo muito grande de interesses, em áreas como educação, saúde e outras também estratégicas. Em síntese, foi isso o que afirmou o atual titular da Pasta da Previdência, em recente entrevista ao jornal ‘‘Correio Braziliense’’. De forma mais clara ainda, o ministro explica a passividade diante de tal descoberta: ‘‘Não pretendemos, no momento, acirrar os ânimos com entidades religiosas e filantrópicas’’.
Pois é: são as entidades filantrópicas, instrumentos de ação da comunidade organizada, as responsáveis pelo agravamento do problema previdenciário brasileiro. Isso, porque não pagam a cota patronal da Previdência.

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