Em Londrina, só as servidoras da UEL têm oportunidade de participar de um projeto de prevenção à osteoporose. A Secretaria Municipal de Saúde não oferece nenhum tipo de prevenção e orientação e também não tem idéia de quantas londrinenses têm a doença. ''Os médicos orientam as mulheres que entram na menopausa a tomar cuidado com a doença e quando a gente diagnostica alguma delas com osteoporose, providenciamos tratamento'' - diz Rosangela Libanori, médica responsável pela Assessoria de Planejamento da Secretaria.
Mesmo com o diagnóstico da doença, as mulheres precisam esperar bastante para conseguir tratamento. A Secretaria de Saúde oferece apenas 113 consultas de reumatologia por mês e uma minoria é designada para atender casos de osteoporose. O único medicamento fornecido é o Alendronato de Cálcio. Qualquer outro remédio necessário tem que ser pago pela paciente. Mas o pior mesmo é enfrentar a espera por um exame de densitometria óssea. A lista de pessoas aguardando a vez tem mais de 300 nomes. Joana de Souza, 68 anos, está desde dezembro na fila: ''Tenho muita dor nos ossos. Fiz exame uma vez, há mais de dois anos, e a osteoporose estava bem avançada. Agora dependo desse exame para saber em que situação estou mas não tenho dinheiro para pagar particular'' - lamenta. O caso de Benedita Marcondes do Prado é ainda mais grave. Ela tem 88 anos e espera desde agosto do ano passado pelo exame. Além da dor, Benedita não consegue mais sair da cama. A assessoria da Secretaria de Saúde considera a espera normal: ''A nossa cota de exames é de 40 por mês. Essas pessoas têm que esperar, assim como tem gente na fila esperando para fazer ultrassonografias e outros exames'' - justifica Libaroni.

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